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Equilibrivm II: veja as referências da segunda parte do álbum de Anitta

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)

Depois de apresentar ao público um mergulho em sua própria espiritualidade com Equilibrivm, Anitta amplia esse universo em Equilibrivm II, projeto lançado nesta semana, acompanhado de um curta-metragem.

Mais do que um álbum, a obra pode ser vista com uma variedade de referências culturais, religiosas e musicais que dialogam entre si para construir uma narrativa sobre identidade, autoconhecimento e .

O álbum apresenta participações de Maria Bethânia, Alceu Valença, Mart’nália, MC Tha, Alexandre Carlo, Mestrinho, King Saints, Los Brasileros, Katú Mirim, Letícia Fialho, Brô MC’s, Kbrum e Grupo Ofá.

Carmen Miranda

Um dos momentos que mais chamou atenção do público é a homenagem a Carmen Miranda. No audiovisual, Anitta revisita a estética da artista portuguesa, naturalizada brasileira, conhecida por transformar frutas tropicais, turbantes e figurinos exuberantes em símbolos da identidade brasileira no exterior.

A artista incluiu no projeto a música “Pra Você Gostar de Mim”, em que possui trechos de “Taí”, lançada em 1930. Ela aparece dançando como se fosse Carmen, mas observa a vida acontecendo em volta dela enquanto o trabalho fica em primeiro lugar.

A espiritualidade feminina

Assim como no primeiro volume, a espiritualidade continua sendo um dos pilares da narrativa. Em diversos momentos do curta, a entidade Pombagira surge conduzindo conversas profundas com Anitta, oferecendo reflexões sobre medo, amor, propósito e transformação.

@baudoraultarot

Gostou? #anitta #tarot #umbanda #pombagira

♬ som original – baudoraultarot

Povos originários

Outra camada importante do álbum é o diálogo com os povos indígenas. A faixa “OKE” reúne participações da rapper indígena Katú Mirim e do grupo Brô MC’s, ampliando a discussão sobre ancestralidade para além da herança africana e incorporando a presença dos povos originários na formação da identidade brasileira.

Em entrevista à CNN Brasil, Katú Mirim afirmou que o convite representa um marco para a música indígena contemporânea, destacando a importância de ser reconhecida por seu trabalho artístico dentro do mercado musical.

@fcanittaclip

#OKE . #anitta #EQUILIBRIVM

♬ Oke – Anitta & Brô MC’s & Katu Mirim

Encontros de gerações

Outra homenagem importante acontece na faixa “Azul”, que traz uma releitura de uma composição de Djavan. Antes mesmo do lançamento do álbum, Anitta contou que gravar a música foi uma das experiências mais especiais do projeto e destacou a honra de reinterpretar uma obra de um dos maiores compositores da música brasileira.

@lapatronanitta

Azul – Anitta, 2026 🩵💙 #anitta #paratii #tendenciasdetiktok

♬ Azul – Anitta

Fé, festa e brasilidade

Ao longo do audiovisual, elementos considerados sagrados convivem com dança, festa, sensualidade e música popular. A obra também incorpora referências às religiões afro-brasileiras, com a presença de entidades e símbolos conhecidos da Umbanda e do Candomblé.

Personagens associados à Pombagira e a Zé Pelintra, além de representações ligadas aos orixás, rezas, oferendas, vestimentas ritualísticas e outros elementos litúrgicos, aparecem ao longo da narrativa, compondo uma estética que dialoga com a ancestralidade afro-brasileira.

É justamente essa combinação que conduz todo o projeto. Em vez de separar o espiritual do cotidiano, a artista propõe uma narrativa em que ambos coexistem, apresentando uma visão de identidade brasileira construída a partir da diversidade de crenças, ritmos, tradições e manifestações culturais. Ao colocar essas referências lado a lado com manifestações populares, Anitta reforça uma característica marcante da cultura brasileira: a convivência entre o sagrado e o profano, entre a religiosidade, a música e a celebração.

Antes do lançamento, a cantora usou as redes sociais para contar que se emocionou ao assistir à versão final do projeto audiovisual.

“Acabei de assistir, finalizado, ao nosso lançamento de hoje, e eu estou muito emocionada. É o trabalho mais lindo que eu já fiz em toda minha vida, é o trabalho mais lindo que já vi. Nunca vi nada tão lindo”, declarou, chorando.

Em seguida, ela completou: “Muito emocionante, muita mensagem, muita importância, muita beleza. Acho que vocês vão se emocionar também. São mais de 30 minutos de… Não consigo nem descrever.”

“Minha espiritualidade me ajuda a me conhecer melhor”, reflete Anitta

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