Depois de mais de duas décadas interpretando personagens no cinema, na televisão e no teatro, o ator Tom Hiddleston, 45, encarou um desafio inédito em “Pompeia: Além do Tempo”. Pela primeira vez, o ator deixou de lado um papel de ficção para conduzir uma história sendo ele mesmo — experiência que, segundo ele, acabou revelando muito sobre sua própria profissão.
Responsável pelo icônico papel de Loki, Tom Hiddleston contou, em entrevista exclusiva à CNN Brasil, que entrou na produção sob um olhar apaixonado pela Antiguidade Clássica, mas sem saber como seria a experiência inédita. No projeto, o ator mergulha na história da cidade romana destruída pela erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C., reunindo descobertas arqueológicas e reconstruções para recontar o cotidiano de seus habitantes.
“Eu nunca tinha feito isso antes, apresentado ou conduzido uma história como esta sendo eu mesmo. Na maior parte do tempo, interpreto personagens em filmes e séries. Então fiquei me perguntando como seria essa experiência e em que ela seria parecida ou diferente de ser ator ou performer em um filme ou série de TV”, afirmou.
“O que descobri, no entanto, foi que o compromisso, a responsabilidade e a exigência são quase exatamente os mesmos”, disse.
Para Hiddleston, a principal semelhança está na capacidade de se colocar no lugar do outro. Se, na ficção, seu trabalho é compreender profundamente os personagens que interpreta, em “Pompeia: Além do Tempo” esse exercício foi direcionado às pessoas que viveram na antiga cidade romana destruída pela erupção do Monte Vesúvio, em 79 d.C. Guiado por uma equipe de profissionais, o ator descobre provas surpreendentes e histórias de pessoas reais sobre os últimos momentos de Pompeia.
“Como ator, é minha responsabilidade viver, por um curto período, na pele de outro ser humano e ter empatia pelas condições da vida dele, por quem ele é. E, neste caso, em ‘Pompeia: Além do Tempo’, percebi que era o mesmo trabalho.”
Segundo o ator, reconstruir a vida dos habitantes de Pompeia exigiu um compromisso emocional antes mesmo de qualquer narrativa histórica.
“A primeira exigência é a empatia e o comprometimento. Para trazer de volta à vida as pessoas comuns de Pompeia, meu primeiro compromisso foi me colocar no lugar delas o mais profundamente possível.”
O autor buscou ir além da tragédia provocada pelo Vesúvio e teve o objetivo de entender a dimensão humana daqueles que viveram o desastre.
“Tive compaixão pelo sofrimento delas, pela experiência delas, o trauma, a coragem, a bravura, resiliência e por tudo o que viveram.”
“No fim das contas, a empatia é a primeira responsabilidade e o primeiro dever”, concluiu.
Confira a entrevista completa com Tom Hiddleston sobre “Pompeia: Além do Tempo”
Veja fotos de “Pompeia: Além do Tempo”
-
1 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Darrin Zammit Lupi
-
2 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Darrin Zammit Lupi
-
3 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Darrin Zammit Lupi
-
-
4 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Paolo Verzone
-
5 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Paolo Verzone
-
6 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Paolo Verzone
-
-
7 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Paolo Verzone
-
8 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Christian Black
-
9 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Christian Black
-
-
10 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Christian Black
-
11 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic
-
12 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Paolo Verzone
-
-
13 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Christian Black
-
14 de 14Série "Pompeia: Além do Tempo" • National Geographic/Darrin Zammit Lupi
Novo documentário dos Beatles tem produção de Scorsese; saiba mais

