O presidente da Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel), Renato Azevedo, afirmou que a exclusão do mel orgânico brasileiro da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos reduz o impacto para o setor, embora o produto continue sujeito à tarifa de 12,5% relacionada à legislação norte-americana sobre trabalho forçado.
Na avaliação da entidade, a incidência da tarifa não reflete a realidade da cadeia produtiva brasileira.
De acordo com o presidente, a apicultura no Brasil é desenvolvida quase integralmente por pequenos produtores rurais autônomos, que comercializam sua produção para entrepostos e empresas exportadoras. Por isso, ele afirmou que não há fundamento para associar a atividade à prática de trabalho forçado.
Azevedo também disse que as tarifas adotadas pelos Estados Unidos têm caráter mais político do que técnico, o que, segundo ele, dificulta a apresentação de argumentos relacionados às características da cadeia produtiva brasileira.
Apesar da manutenção da tarifa de 12,5%, a Abemel avalia que o impacto para o setor é limitado. Conforme a entidade, antes da mudança o mel brasileiro estava sujeito a uma tarifa de 10%, o que representa um aumento de 2,5 pontos percentuais.
O presidente da associação destacou ainda que a tarifa de 12,5% está sendo aplicada a mais de 60 países. Na avaliação dele, embora tarifas representem uma barreira ao comércio internacional, a aplicação da medida a diversos concorrentes preserva a competitividade do mel brasileiro no mercado norte-americano.
“De forma resumida, entendemos que as tarifas representam um dificultador nas negociações, mas que o aumento de 2,5% para o mel e o fato de estarem sendo aplicadas a diversos outros países preservam a nossa competitividade. Continuaremos lutando contra elas, mas dessa vez sem a ‘corda no pescoço’ que tínhamos até pouco tempo atrás!”, disse.

