O velório do empresário Marcelo Magalhães, de 31 anos, que foi encontrado morto após ser sequestrado e ficar uma semana desaparecido, acontece nesta sexta-feira (24) em Carapicuíba, na Grande São Paulo. As informações foram divulgadas por familiares de Marcelo.
A cerimônia começou às 8h e vai até às 12h na Quadra Parque Planalto, no bairro Jardim Planalto. O sepultamento ocorre na sequência no Cemitério Bosque da Paz em Vargem Grande Paulista, a 30 km de distância.
A namorada de Marcelo, Juliana Castro, publicou uma homenagem ao companheiro. “Hoje me despelo do grande amor da minha vida”, escreveu. Ela relata que Marcelo era “um ser humano extraordinário, de coração generoso, que dedicou a sua vida a fazer o bem”.
“Nada será capaz de preencher o vazio que a sua partida deixa. Nunca mais serei a mesma Juliana. Uma parte de mim partiu com você, e aprenderei a conviver com essa saudade todos os dias da minha vida”, descreveu Juliana.
Marcelo perdeu a filha de um ano de idade vítima de câncer. Ele liderava um instituto, que leva o nome de Lara Manuela em homenagem à sua filha, que ajuda crianças carentes e doentes.
O corpo de Marcelo foi encontrado no rio Cotia, entre as cidades de Jandira e Carapicuíba, na manhã desta quinta (23).
Entenda o caso
Marcelo estava desaparecido desde o dia 16 de julho, quando saiu de um bar acompanhado de outro homem em Carapicuíba. O carro de Marcelo, que é blindado e foi encontrado com diversas marcas de calçados no capô e no para-brisa, foi abandonado às 22h50 na Rua das Andorinhas.
Testemunhas relataram que um homem desconhecido, alto, magro, vestindo blusa preta, capuz azul e calça jeans clara, abandonou o automóvel no local e saiu correndo.
Segundo as investigações, Marcelo foi atraído para uma emboscada por um amigo e morto após extorsão. O crime foi premeditado e motivado por um desentendimento financeiro.
O empresário já vinha sendo alvo de chantagens por parte do conhecido. O delegado Fabiano Barbeiro afirmou que o comerciante fazia repasses financeiros ao suspeito havia algum tempo, mas havia decidido interromper os pagamentos.
A vítima foi levada a um imóvel ao qual o investigado tinha acesso, onde foi amarrada, amordaçada e mantida refém por cerca de duas horas. Durante esse período em cativeiro, o comerciante foi obrigado a realizar transferências de valores de sua conta bancária para os criminosos.
A polícia afirma que Marcelo permaneceu vivo durante todo o período em que foi mantido em cárcere e foi levado nessa condição até uma área de mata próxima a um córrego. Segundo o delegado, uma testemunha relatou que a vítima chegou a implorar para não ser morta, dizendo aos criminosos que poderiam ficar com o dinheiro, desde que poupassem sua vida.
Durante as investigações, quatro homens foram presos por envolvimento no crime. O último foi localizado na tarde desta quinta (24).

