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Rubio diz que EUA se comprometem a ajudar a acabar com a guerra na Ucrânia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Rubio diz que EUA se comprometem a ajudar a acabar com a guerra na Ucrânia

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta quinta-feira (23) que os Estados Unidos continuam preparados para desempenhar um “papel construtivo” para ajudar a encerrar a guerra na Ucrânia, após conversas com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, à margem de uma reunião da ASEAN em Manila, capital das Filipinas.

Ao falar após o encontro, Rubio disse que o presidente Donald Trump deixou claro que os Estados Unidos estavam prontos para ajudar a viabilizar o fim de uma “guerra insensata”, caso a oportunidade surgisse.

Ele afirmou que Washington transmitiu essa mensagem a Moscou, mas evitou detalhar a posição da Rússia nas conversas.

“Tivemos uma boa conversa, uma conversa franca”, disse Rubio sobre a reunião com seu homólogo russo. Ele acrescentou que não entraria em detalhes sobre o que foi discutido.

Lavrov, por sua vez, “reafirmou a disposição da Rússia para uma solução política e diplomática do conflito”, segundo o comunicado do ministério russo, e disse a Rubio que Moscou permanecia comprometida com as propostas apresentadas pelos presidentes Trump e Vladimir Putin em sua reunião de agosto de 2025, no Alasca.

Rubio afirmou que o conflito havia cobrado um preço alto, apontando para as mortes de civis e os ataques russos a Kiev.

Tanto a Rússia quanto a Ucrânia tinham interesse em encerrar a guerra, mas o desafio central continuava sendo encontrar uma solução “que ambos os lados possam aceitar”, acrescentou ele.

“Acho que é uma guerra muito sangrenta”, disse Rubio. “Acho que ambos os lados deveriam ter interesse em encerrá-la. O desafio tem sido justamente encontrar um desfecho que ambos os lados possam aceitar; temos tentado, e continuaremos tentando, ver se conseguimos encontrar um meio-termo que viabilize isso”, disse Rubio.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz

A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.

O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.

Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.

Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.

Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.

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