Os custos da operação do SIN (Sistema Interligado Nacional) com geração térmica totalizaram R$ 674 milhões em junho de 2026, uma queda de 24% em relação a maio, segundo o Boletim Mensal de Custos da Operação e Valoração da Segurança da Operação divulgado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico)
Segundo o documento, apesar de o custo total com usinas térmicas ter recuado, a composição desse montante traz movimentos divergentes: os custos por despacho por inflexibilidade caíram, enquanto os custos por despacho por ordem de mérito subiram.
Em junho, os custos por ordem de mérito somaram R$ 363 milhões — aumento de R$ 106 milhões frente a maio — e os custos por inflexibilidade (geração mínima obrigatória de algumas usinas por razões técnicas ou força de contrato) foram R$ 246 milhões, queda de R$ 295 milhões em relação ao mês anterior.
Os encargos relacionados ao processo de decisão e otimização que determina quais unidades geradoras devem ser ligadas, conhecido pelo jargão “Unit Commitment” atingiram R$ 37 milhões em junho, R$ 12 milhões a mais do que em maio, reflexo do aumento do Custo Marginal de Operação (CMO) observado no período.
O relatório também informa que houve exportação de geração térmica para a Argentina durante todo o mês e para o Uruguai em 19 dias de junho, com uma receita estimada para os agentes termelétrica de R$ 619 milhões. Não houve importação de energia na modalidade comercial em junho de 2026, segundo o ONS.
