Um corpo foi encontrado nesta quinta-feira (23) em um rio, no município de Cotia (SP) durante as buscas pelo empresário Marcelo Magalhães de Almeira, de 31 anos, desaparecido desde o último dia 16.
Apesar da localização, o corpo ainda não foi identificado. O corpo será levado para o IML (Instituto Médico Legal) e passará por perícia.
“A Polícia Militar atende, neste momento, uma ocorrência envolvendo o encontro de um corpo em um rio, no município de Cotia. A identificação do cadáver será de responsabilidade das instituições competentes“, disse a PM em nota.
As buscas pelo empresário chegaram ao seu sétimo dia e a Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio qualificado. O empresário foi visto pela última vez saindo com seu veículo do condomínio onde morava por volta das 20h30 do dia 16.
Segundo as investigações, ele teria sido atraído por um amigo para uma embosca. A principal suspeita é que o crime tenha sido cometido por desentendimento financeiro.
Prisões
O primeiro suspeito foi preso pela Polícia Militar na última sexta-feira (17). Ele já possuía um mandado de prisão em aberto por outro crime.
A partir da análise de imagens de segurança e provas documentais, a Polícia Civil identificou os demais envolvidos, resultando na prisão de mais dois suspeitos nesse domingo (19).
Investigações
Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que Marcelo já vinha sendo alvo de chantagens por parte do amigo. O delegado Fabiano Barbeiro afirmou que o comerciante fazia repasses financeiros ao suspeito havia algum tempo, mas havia decidido interromper os pagamentos.
Ainda de acordo com a polícia, os cerca de R$ 8 mil transferidos no dia do crime foram apenas a “última tacada” dos criminosos e não a principal motivação da ação. A vítima foi levada a um imóvel ao qual o investigado tinha acesso, onde foi amarrada, amordaçada e mantida refém por cerca de duas horas.
Durante esse período em cativeiro, o comerciante foi obrigado a realizar transferências de valores de sua conta bancária para os criminosos.
A polícia afirma que Marcelo permaneceu vivo durante todo o período em que foi mantido em cárcere e foi levado nessa condição até uma área de mata próxima a um córrego. Segundo o delegado, uma testemunha relatou que a vítima chegou a implorar para não ser morta, dizendo aos criminosos que poderiam ficar com o dinheiro, desde que poupassem sua vida.
Para a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam que a intenção dos suspeitos era matar Marcelo desde o início. Por isso, o caso não é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo os investigadores, a retirada do dinheiro ocorreu de forma oportunista, após a vítima já ter sido atraída para a emboscada.
A perícia encontrou vestígios de sangue tanto no imóvel usado como cativeiro quanto no carro da vítima. Até o momento, três homens foram presos por envolvimento no crime e um quarto suspeito foi identificado e está foragido. Marcelo ainda não foi encontrado.
Desaparecimento
Câmeras de segurança do condomínio onde Marcelo morava sozinho o registraram saindo com seu veículo por volta das 20h30 de quinta-feira.
Às 21h, ele foi visto em um bar na Estrada da Fazendinha acompanhado por um conhecido apelidado de “Fumaça“, que, posteriormente, apresentou à polícia diversas versões contraditórias sobre o sumiço do comerciante.
O carro de Marcelo, que é blindado e foi encontrado com diversas marcas de calçados no capô e no para-brisa, foi abandonado às 22h50 na Rua das Andorinhas.
Testemunhas relataram que um homem desconhecido, alto, magro, vestindo blusa preta, capuz azul e calça jeans clara, abandonou o automóvel no local e saiu correndo.

