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Brasil e Chile avançam em negociação para certificado eletrônico no agro

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Brasil e Chile avançam em negociação para certificado eletrônico no agro

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e  o embaixador do Chile no Brasil, Issa Kort, participaram de uma reunião bi-lateral nesta quinta-feira (23) para tratar de avanços no comércio agropecuário entre os dois países. 

No encontro, as autoridades discutiram sobre cooperação fitossanitária, integração logística, acesso a mercados e intercâmbio tecnológico. 

Um dos principais assuntos da reunião foi a implementação da certificação eletrônica para exportações de produtos de origem animal, especialmente carne e derivados, e vinho. O Brasil é o principal destino dos embarques da bebida chilena e, na avaliação do Ministério, a adoção dessa medida reduz as burocracias no processo. 

“A adoção da certificação eletrônica permitirá que os documentos passem a ser emitidos e validados eletronicamente pelas autoridades competentes dos dois países”, destacou a pasta em nota.    

As iniciativas de certificação eletrônica integram um acordo firmado entre os ministérios dos dois países que estabelece bases para intercâmbio digital de certificados, conforme padrões internacionais. 

Cooperação sanitária

Um dos pedidos do Brasil no encontro foi o reconhecimento, por parte do Chile, do Acre e de Rondônia como estados livres de febre aftosa sem vacinação. Em 2026, países como China e Rússia já concederam a todo o território brasileiro esse status. 

As autoridades trataram também sobre avanços nos mecanismos de  regionalização sanitária para influenza aviária de alta patogenicidade e doença de Newcastle, conforme normas da OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal).

“O instrumento prevê que eventuais restrições comerciais sejam aplicadas às áreas afetadas pela ocorrência das enfermidades, preservando o comércio das regiões reconhecidas como livres”, destacou o ministério. 

Integração técnica e logística 

Os países avançaram na cooperação técnica voltada para genética animal e vegetal, com destaque para intecâio logísitco de amostras e tecnologias entre as instiuições de pesquisa dos dois países: Embrapa e INIA (Instituto de Investigações Agropecuárias), do Chile. 

No âmbito logístico, as autoridades abordaram também avanços na relação de comércio entre os países, com destaque para o corredor bioceânico rodoviário, que liga o Centro-Oeste brasileiro aos portos do norte do Chile passando por Paraguai e Argentina. 

O Brasil exporta para o Chile principalmente carnes, produtos florestais, complexo soja, insumos para alimentação animal e alimentos para animais. Já o Chile exporta ao Brasil, entre outros produtos, vinhos, pescados, frutas frescas e frutas desidratadas.  

Participaram também da reunião o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, a chefe de Gabinete substituta da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Anderlise Borsoi, e o adido agrícola do Chile no Brasil, Ricardo Moyano.