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Ditador Nicolás Maduro participa de audiência nesta quarta em Nova York

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Ditador Nicolás Maduro participa de audiência nesta quarta em Nova York

O ditador venezuelano deposto Nicolás Maduro participará de uma audiência no tribunal federal de Manhattan nesta quarta-feira às 13h, no horário de Brasília.

Os promotores do Departamento de Justiça dos EUA e os advogados de defesa do réu propuseram, na terça-feira (21), que o julgamento criminal de Maduro nos EUA — sob acusações de tráfico de drogas — comece em junho de 2027.

A proposta conjunta foi apresentada em uma petição judicial antes de uma audiência desta quarta-feira.

O documento traçou um esboço preliminar dos possíveis próximos passos em um dos casos criminais de maior repercussão e importância na história recente dos EUA.

O juiz distrital dos EUA Alvin Hellerstein, responsável pelo caso, deverá definir o cronograma final. As partes informaram na petição que poderão solicitar alterações no calendário.

Forças Especiais dos EUA capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas durante uma operação noturna em janeiro e os levaram a Nova York para responder às acusações. Os dois se declararam inocentes.

Na petição, advogados de ambas as partes propuseram que a primeira rodada de recursos jurídicos de Maduro para tentar arquivar o caso fosse apresentada até 2 de setembro. Isso provavelmente incluiria um pedido de arquivamento sob o argumento de que ele deveria gozar de imunidade processual por ser chefe de um Estado soberano.

Maduro apresentaria então uma segunda rodada de recursos jurídicos até 11 de janeiro, após os promotores entregarem quaisquer provas sigilosas para análise da defesa, segundo o documento.

Maduro, um socialista que manteve uma relação de hostilidade com Washington enquanto governava a Venezuela — de 2013 até sua captura —, descreveu-se como “prisioneiro de guerra” durante sua audiência em 5 de janeiro. Ele acusa há muito tempo os Estados Unidos de buscarem sua deposição para obter maior controle sobre as vastas reservas de petróleo do país.

Os Estados Unidos classificam Maduro como um ditador corrupto cuja má gestão econômica levou ao colapso da economia e o acusam de fraudar as eleições de 2018 e 2024. O governo americano deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo da Venezuela em 2019.

Maduro e Flores estão detidos em uma prisão federal no Brooklyn desde que foram trazidos para os EUA, em janeiro de 2026.

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