Além das empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos, a terceira etapa do Plano Brasil Soberano terá como público-alvo também setores afetados por conflitos internacionais, como o de fertilizantes, e setores estratégicos para balança comercial, como minerais críticos. O plano foi criado através de Medida Provisória editada nesta quarta-feira (22) pelo governo federal.
Segundo o governo, no caso dos setores afetados pelas tarifas, estão inclusos os produtos das investigações da Seção 232, e da Seção 301.
Os recursos também servirão para socorrer os setores afetados pela possível tarifa de 12,5% referente a investigação sobre falha no combate ao trabalho forçado.
O Plano Brasil Soberano 3 terá até R$ 18,5 bilhões de recursos, sendo até R$ 13,5 bilhões de aporte do Tesouro Nacional, oriundos de recursos não utilizados do Plano Brasil Soberano 1 e da renegociação de dívida rural, e R$ 5 bilhões do próprio BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento).
As linhas e os setores foram divididos em três grupos:
Grupo 1 – Afetados por Tarifas Comerciais dos EUA
- Seção 232: Aço, alumínio, automotivo e móveis
- Seção 301: Madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, produtos cerâmicos,
plástico, calçados, papel e açúcar.
Grupo 2 – Setores Industriais estratégicos
- Têxtil
- Químicos (Fertilizantes)
- Farmacêuticos
- Automotivo
- Equipamentos de informática
- Produtos eletrônicos e ópticos
- Máq., equip. e materiais elétricos
- Outros equip. de transporte
- Borracha e plástico
- Máquinas e equipamentos
- Minerais críticos
- Fertilizantes
Grupo 3 – Exportações para o Golfo Pérsico e setores afetados
- Arábia Saudita
- Catar
- Bahrein
- EUA
- Arábia Saudita
- Catar
- Iraque
- Irã
- Kuwait
- Omã
De acordo com a nova fase, foram definidas as seguintes linhas:
- Linha para capital de giro (Para grandes empresas e MPME): Custo financeiro de 9,8% para grandes empresas e 8,3% para micro, pequenas e médias empresas.
- Linha para capital de giro exportação (Empresas afetadas pelo tarifaço e pela instabilidade no Golfo Pérsico): Custo financeiro de 8,3%
- Bens de Capital: Custi financeiro de 8%
- Linha para transformação de minerais críticos: Custo financeiro de 3%
- Linha para investimento: Custo financeiro de 6,5%
Ainda segundo o governo, os grupos 1 e 3 terão acesso a todas as linhas, enquanto o grupo 2 terá acesso apenas às linhas de crédito para investimento e bens de capital, seguindo o padrão do Plano Brasil Soberano II.

