A Nicarágua abandonou a democracia, disse o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Albert Ramdin, nesta terça-feira (21).
A declaração é feita após Daniel Ortega, líder nicaraguense, anunciar fim das eleições no país, dizendo que os opositores estão “à espreita”.
“Eliminar eleições é negar definitivamente o direito soberano do povo de escolher seu governo. Eleições livres, justas e periódicas não são opcionais; são um elemento essencial da democracia representativa”, disse Ramdin no X.
“Os direitos democráticos do povo nicaraguense permanecem inalienáveis, e esta secretaria-geral continuará a defendê-los”, adicionou.
O chefe da OEA destacou também que a “erosão da democracia” em qualquer país das Américas e ataques às instituições democráticas têm consequências regionais, ultrapassando fronteiras.
The Nicaraguan regime has now made explicit what its actions had long demonstrated: it has abandoned democracy, even the pretense of it. Eliminating elections is the definitive denial of the people’s sovereign right to choose their government. Free, fair, and periodic elections… https://t.co/9s4RwDJELL
— Albert R. Ramdin – OAS Secretary General (@SG_OEA_OAS) July 20, 2026
Mais cedo, Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, já havia pedido ação da comunidade internacional, pontuando que a Nicarágua vive uma ditadura.
Ortega está no poder desde 2007 e, há anos, opositores denunciam fraudes eleitorais e a falta de liberdades civis.
Ele também anunciou que a Assembleia Nacional trabalhará para aprovar “leis que ergam um muro, um bloqueio contra os golpistas e os traidores da pátria”.
Quem é Daniel Ortega e como é classificado o governo da Nicarágua?

