O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (21) que uma operação militar dos EUA para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz continuou “de forma sigilosa” após ter sido anunciada em maio, e que ela ajudou a conduzir até 500 milhões de barris de petróleo pela via navegável estratégica, com Washington mantendo o controle apesar dos ataques iranianos.
As forças armadas dos EUA “têm controlado o fluxo de tráfego” no estreito “há bastante tempo”, afirmou Hegseth, embora o tráfego de navios tenha caído drasticamente — segundo dados públicos de rastreamento — à medida que EUA e Irã trocam ataques de retaliação mútua nos últimos 10 dias. Os preços do petróleo dispararam nesse período.
“Acredito que fizemos passar quase 400 a 500 milhões de barris de petróleo bem debaixo do nariz do Irã durante o Projeto Liberdade”, disse Hegseth ao Comitê de Apropriações do Senado, referindo-se a uma iniciativa supervisionada pelo CENTCOM (Comando Central dos EUA) para escoltar navios comerciais pelo estreito.
O Irã tem usado o estreito como instrumento de pressão contra os EUA ao longo do conflito e disparou periodicamente contra navios que não solicitaram permissão para passar.
Hegseth indicou que o Irã ainda detém a capacidade de disparar contra navios comerciais no estreito.
“O Irã não está cobrando pedágio, mas está disparando contra navios neste exato momento”, disse ele em resposta a uma pergunta da senadora Patty Murray, democrata de Washington e membro sênior do comitê.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

