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Preços altos, calor e polêmicas: veja o que mais deu o que falar na Copa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 11 horas)
Preços altos, calor e polêmicas: veja o que mais deu o que falar na Copa

A Copa do Mundo de 2026 chega ao fim neste domingo (19), mas deixará um legado que vai muito além dos 104 jogos disputados em Estados Unidos, México e Canadá. A primeira edição do Mundial com 48 seleções foi marcada por recordes dentro de campo, mas também por uma série de episódios que dominaram o noticiário ao longo de pouco mais de um mês de competição.

Entre preços elevados para os torcedores, mudanças inéditas nas regras por causa do calor, decisões controversas da Fifa e problemas envolvendo imigração nos Estados Unidos, o torneio acumulou debates que ultrapassaram as quatro linhas.

Confira os principais assuntos que deram o que falar durante a Copa do Mundo de 2026.

Preços altos revoltaram torcedores

O custo para acompanhar o Mundial foi alvo de reclamações desde os primeiros dias da competição.

Na reta final do torneio, ingressos para a decisão entre Espanha e Argentina chegaram a ser anunciados por até US$ 10 mil (cerca de R$ 55 mil) nas plataformas oficiais de revenda.

Dentro dos estádios, os preços de alimentos e bebidas também viralizaram nas redes sociais. Torcedores relataram pagar 18 dólares por uma cerveja, até 15 dólares por um cachorro-quente, além de valores considerados abusivos para água, refrigerantes, pretzels, nachos e burritos.

As críticas se estenderam às cidades-sede. Em locais como Nova York, Los Angeles e Miami, hotéis e imóveis por temporada registraram aumentos de até 400% durante o Mundial.

Calor extremo mudou a dinâmica dos jogos

As altas temperaturas registradas principalmente no Texas e na Califórnia obrigaram a Fifa a adotar um protocolo inédito.

Em partidas disputadas sob calor intenso, passaram a ocorrer duas pausas obrigatórias para hidratação em cada tempo, normalmente aos 15 e aos 30 minutos. E quando o calor não era o culpado, as fortes tempestades se encarregavam de atrapalhar o começo ou o andamento do jogo.

Embora a medida tenha sido vista como necessária para proteger os atletas, treinadores e analistas criticaram o excesso de interrupções. Para eles, as constantes paradas prejudicavam o ritmo das partidas e aproximavam o futebol do modelo de esportes norte-americanos, com frequentes pausas na ação.

Distâncias entre sedes renderam críticas

A realização do torneio em três países também virou alvo de debates. Algumas seleções percorreram mais de 4 mil quilômetros entre um jogo e outro, enfrentando mudanças de fuso horário e longos períodos em aeroportos.

Após a eliminação da França, Kylian Mbappé criticou publicamente a logística da competição e afirmou que era difícil manter o desempenho físico passando mais tempo viajando do que treinando.

Caso Balogun gerou debate sobre interferência da Fifa

Uma das maiores polêmicas disciplinares da Copa envolveu o atacante norte-americano Folarin Balogun.

Expulso por falta grave, o jogador deveria cumprir suspensão automática na partida seguinte. No entanto, o Comitê Disciplinar da Fifa utilizou uma previsão do regulamento para converter a punição em uma suspensão condicional, permitindo que o atacante atuasse normalmente. No meio disso tudo, Trump afirmou que fez a recomendação de alteração para Gianni Infantino, presidente da Fifa, o que gerou muito mais atrito.

Árbitro da Somália foi barrado nos Estados Unidos

Outro episódio que ganhou destaque aconteceu antes mesmo de a bola rolar. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado para integrar o quadro de arbitragem da Copa, teve a entrada negada pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos por questões relacionadas às regras migratórias do país.

Sem conseguir ingressar em território americano, o juiz acabou sendo retirado da competição.

Show do intervalo dividiu opiniões

A decisão entre Espanha e Argentina também marca uma mudança histórica.

Pela primeira vez, a Fifa adotará um show de intervalo inspirado no Super Bowl, debatendo até a possibilidade de uma pausa da partida para cerca de 30 minutos.

A novidade foi comemorada por quem vê uma oportunidade de ampliar o alcance comercial e de entretenimento do Mundial, mas recebeu críticas de torcedores tradicionais, dirigentes e parte da imprensa europeia. Os principais questionamentos foram voltados a descaracterização de um dos rituais mais tradicionais das Copas do Mundo.

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