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Por que existe disputa de 3º lugar na Copa do Mundo? Entenda a importância

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 5 horas)
Por que existe disputa de 3º lugar na Copa do Mundo? Entenda a importância

A disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo costuma ser tratada como um jogo de consolação para as seleções eliminadas nas semifinais. Ainda assim, a partida, que coloca frente a frente França e Inglaterra neste sábado (18), em Miami, segue tendo peso esportivo, financeiro e histórico no torneio organizado pela Fifa.

O principal incentivo é financeiro. Na Copa do Mundo de 2026, o terceiro colocado receberá US$ 29 milhões (cerca de R$ 148 milhões), enquanto o quarto colocado ficará com US$ 27 milhões (R$ 138 milhões). A vitória representa um prêmio extra de US$ 2 milhões, valor que costuma ser destinado às federações e também influencia os bônus pagos aos jogadores.

Dentro de campo, o duelo também pode definir prêmios individuais. Em quatro edições da Copa, a Chuteira de Ouro só foi conquistada porque o artilheiro marcou justamente na disputa pelo terceiro lugar. Foi o caso de Leônidas da Silva, pelo Brasil, em 1938, Salvatore Schillaci, pela Itália, em 1990, Davor Šuker, pela Croácia, em 1998, e Thomas Müller, pela Alemanha, em 2010.

O jogo também foi palco de um dos maiores recordes da história dos Mundiais. Em 1958, o francês Just Fontaine marcou quatro gols na vitória por 6 a 3 sobre a Alemanha Ocidental e chegou a 13 gols naquela edição, marca que permanece como o maior número de gols de um jogador em uma única Copa do Mundo.

Outro recorde nasceu justamente na decisão da medalha de bronze. Em 2002, o turco Hakan Şükür balançou as redes da Coreia do Sul com apenas 11 segundos de jogo, registrando o gol mais rápido da história das Copas.

Além dos recordes, o confronto costuma ser um dos mais movimentados do torneio. Sem a pressão de uma decisão pelo título, as equipes normalmente atuam de forma mais ofensiva. Desde 1974, 11 das 12 disputas de terceiro lugar terminaram com pelo menos quatro gols, consolidando o duelo como um dos mais abertos da competição.

Para diversos países, a medalha de bronze também representa a melhor campanha de sua história em Copas do Mundo. Foi assim com seleções como Áustria (1954), Chile (1962), Portugal (1966), Polônia (1974 e 1982), Turquia (2002) e Bélgica (2018).

Nem todos, porém, aprovam a existência da partida. Após a Copa de 2014, o técnico Louis van Gaal criticou o formato e afirmou que o jogo “nunca deveria ser disputado”. O treinador holandês argumentou que é injusto uma seleção encerrar uma campanha de destaque com duas derrotas consecutivas, caso também perca a disputa pelo terceiro lugar.

Apesar das críticas, a partida faz parte da tradição da Copa do Mundo desde 1934. As únicas exceções foram a edição inaugural, em 1930, quando não houve confronto pelo bronze, e o Mundial de 1950, disputado em formato de quadrangular final, sem semifinal e sem decisão específica pela terceira colocação.

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