Daniela Beatriz, tia da bebê que quase foi sequestrada por uma técnica de enfermagem na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina, no Piauí, foi indiciada por calúnia, difamação e injúria contra uma supervisora da maternidade. A informação foi confirmada pela delegada da Polícia Civil, Amanda Bezerra, nesta sexta-feira (17).
Segundo Bezerra, Daniela expôs imagens e termos acusando a mulher de ter participado do crime. No entanto, segundo as investigações, a autora do crime agiu sozinha e, por isso, a mulher acusada por Daniela teria sido indicada injustamente.
Nas redes, a tia da bebê publicou diversos vídeos relacionadas ao caso e, na terça-feira (14), ela chegou a dizer que recebeu uma intimação, mas que não saberia o conteúdo citado.
Em uma das publicações, ela expõe a suposta enfermeira que teria tentado sequestrar a sobrinha.
A defesa de Daniela, representada pelos advogados Carlos Eduardo Costa e Smailly Carvalho, disse que as publicações realizadas não tiveram intenção de “prejudicar a honra ou a reputação de terceiros” e que a cliente estava abalada psicologicamente.
Relembre o caso
No dia 6 de julho, a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha foi vista por câmeras de segurança saindo com um bebê recém-nascido da materninade.
Vestida com o uniforme da maternidade, a mulher abordou a família oferecendo ajuda para levar a neném à realização dos testes do pezinho e da orelhinha, exames necessários antes da alta hospitalar.
Desconfiada da bolsa que a mulher carregava, Daniela decidiu acompanhá-la.
No vídeo é, possível ver a tia acompanhando a técnica até o suposto do pezinho. Nesse momento, a suspeita teria trocado de roupa para fugir do hospital. Veja:
De acordo com o relato, Auricélia entrou em um banheiro da maternidade, trocou o uniforme por um vestido jeans, soltou o cabelo e colocou a bebê dentro da bolsa. Daniela afirma que conseguiu impedir a saída da investigada com a criança que estava dentro da bolsa da suspeita.
A técnica teve a prisão preventiva decretada e foi localizada na segunda-feira (13).
“Quando eu questiono ela sobre o que tá acontecendo, se realmente ela é uma funcionária da maternidade, ela disse pra mim que é uma funcionária e que não era aquilo que eu estava pensando”, contou Daniela à CNN Brasil.
Na confusão, outras pessoas aparecem e Daniela pede para chamar a direção da maternidade. Ela alega que também solicitou a presença da polícia, mas o pedido não foi atendido.
“Eles não chamaram a polícia […] lembrando aqui também que a direção da maternidade não ajudou, não forneceu ali uma segurança. [Eles] também tentaram apagar as provas do meu celular, porque eu consigo gravar um vídeozinho pequeno”, informou.
A Secretaria da Saúde do Piauí informou que a maternidade chegou a registrar um boletim de ocorrência e que forneceu as imagens de segurança do hospital. A pasta disse ainda que afastou Auricélia de suas funções.
Veja nota da defesa na íntegra:
“Esclarecemos, em nome de nossa cliente, a Sra. Daniela Beatriz Pereira da Conceição, que as publicações por ela realizadas em suas redes sociais a respeito do episódio ocorrido na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina/PI, no dia 06 de julho de 2026, envolvendo sua sobrinha recém-nascida, não tiveram, em nenhum momento, o propósito de caluniar, difamar ou, de qualquer forma, prejudicar a honra ou a reputação de terceiros.
As manifestações então divulgadas decorreram do contexto imediatamente posterior à situação vivenciada por nossa cliente como ameaça, sob acentuado abalo psicológico, sem que dele se pudesse extrair propósito ofensivo em relação a qualquer profissional da instituição.
Diante disso, nossa cliente permanece à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários, comprometendo-se a não mencionar, por qualquer meio, nome, imagem ou qualquer outro dado pessoal relacionado de quem nada tem a ver com esse episódio.”

