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Governo mantém otimismo para embarques de carnes para UE

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Governo mantém otimismo para embarques de carnes para UE

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta sexta-feira (17) que o Brasil deve solucionar “rapidamente” as questões pendentes envolvendo o mercado europeu para a carne brasileira e reforçou a confiança do governo nas negociações sobre as cotas de exportação previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia.

As declarações foram feitas durante a cerimônia de entrega do Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa, realizada em Garín, na Argentina. O ministro destacou que o rigor dos protocolos sanitários é um dos principais diferenciais do país.

“Estamos evidenciando como somos cuidadosos com nossa pecuária. Somos o maior exportador de proteína animal do mundo. Ninguém faz isso sem um protocolo rigoroso, respeitado no mundo inteiro”, disse.

Ao comentar a suspensão dos embarques de produtos de origem animal pela União Europeia em razão da atualização do status sanitário do país, o ministro afirmou que a relação comercial permanece sólida e destacou o comércio com o Reino Unido, ex-mebro do bloco.

“O Reino Unido segue importando nossa carne, assim como muitos mercados no mundo. Vamos rapidamente solucionar a questão com o mercado europeu”, ressaltou.

O ministro também comentou as negociações envolvendo as cotas de exportação de carne no acordo entre Mercosul e União Europeia. Segundo ele, a distribuição dos volumes faz parte das discussões entre os países e deve contemplar todos os envolvidos.

“Quero reafirmar a convicção e confiança no Ministério das Relações Exteriores para tratar a questão das cotas de exportação no acordo entre os blocos. Precisamos contemplar a todos na distribuição de cotas. Faz parte da negociação e é normal que tenhamos essas discussões”, afirmou.

Cota chinesa

Quando questionado acerca do volume de exportações para a China após atingir a cota limite e livre de tarifas, André de Paula disse que o governo trabalha para ampliar as exportações e minimizar eventuais limitações relacionadas às cotas de importação.

“Estamos trabalhando com a China, queremos exportar mais e as cotas são questões dinâmicas, e não estáticas. A credibilidade da carne brasileira nunca deixará de ser alta. Eles não deixaram de importar do Brasil. A visão sobre cotas de hoje não é a mesma visão chinesa sobre as cotas amanhã”, destacou.

O ministro também destacou que países como China e Rússia já reconhecem o país como território livre da febre aftosa e afirmou que o Brasil tem “a melhor defesa sanitária do mundo”.

Segundo o ministro, o reconhecimento sanitário obtido pelo Brasil reforça a competitividade da pecuária nacional nos mercados internacionais. “Um trabalho sério e esforçado nos traz a certificação, uma coroação com a liberdade frente à febre aftosa. Batemos essa meta e mantemos a liderança na produção pecuária”, disse.

O Banco Regional de Antígenos para Febre Aftosa amplia a capacidade de resposta do país em caso de eventual emergência sanitária e complementa a estratégia brasileira após o reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa sem vacinação.

“Esse é um laboratório reconhecido internacionalmente. Aqui estabelecemos uma parceria que nos deixa felizes, com resultados satisfatórios que chegam hoje. Aqui atendemos a muitos mercados”, concluiu.

Como o produtor financia a safra no Brasil?