A geração termelétrica da Eneva cresceu 46% no segundo trimestre de 2026, puxada pelo maior despacho de usinas no SIN (Sistema Interligado Nacional). Os dados constam do relatório operacional preliminar e não auditado divulgado pela companhia nesta quinta-feira (16).
A companhia registrou geração líquida de 2.230 GWh entre abril e junho, ante 1.532 GWh no mesmo período do ano passado. O avanço da geração ocorre em um cenário de maior despacho termelétrico pelo ONS, que vem preservando água nos reservatórios como estratégia para enfrentar as incertezas hidrológicas associadas às previsões de um El Niño mais intenso no segundo semestre.
Segundo documento protocolado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o desempenho foi sustentado principalmente pelas usinas abastecidas por gás próprio. No trimestre, o Complexo Parnaíba registrou despacho médio de 47%, enquanto a UTE Jaguatirica II alcançou 60%. Já a geração bruta total da Eneva somou 2.537 GWh, avanço de 35% em relação ao segundo trimestre de 2025.
O maior despacho ocorreu principalmente por ordem de mérito, mas também foi influenciado por necessidades operativas do sistema, como atendimento aos picos de carga ao fim do dia, restrições elétricas, exportação de energia, unit commitment e inflexibilidade contratual.
O aumento da geração elevou também a demanda por gás natural. A produção da companhia atingiu 0,47 bilhão de metros cúbicos (bcm) no trimestre, dos quais 0,42 bcm foram produzidos na Bacia do Parnaíba e 0,05 bcm na Bacia do Amazonas. Ao final de junho, a Eneva contabilizava 46,5 bcm em reservas provadas e prováveis (2P).
O Complexo Parnaíba foi o principal responsável pelo crescimento operacional, com aumento de 645 GWh na geração bruta em relação ao segundo trimestre de 2025. A companhia também registrou geração de 97 GWh na UTE Azulão I durante a fase de testes e comissionamento, etapa que antecede sua entrada em operação comercial.
Para o segundo semestre, o despacho deve ser um pouco maior por conta do dperíodo seco. Além disso, a Eneva deve ampliar sua capacidade operacional com a entrada em vigor do contrato regulado da UTE Luiz Oscar Rodrigues de Melo, iniciada em julho, e o início da operação comercial da UTE Azulão I, previsto para 1º de agosto.
