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EUA atacam pontes e aeroporto no Irã, que revida contra países da região

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
EUA atacam pontes e aeroporto no Irã, que revida contra países da região

Os Estados Unidos intensificaram sua campanha de bombardeios contra o Irã nesta sexta-feira (17), atingindo pontes e um aeroporto, e Teerã respondeu com ataques a bases americanas em todo o Oriente Médio.

No disputado Estreito de Ormuz, onde o conflito retomado interrompeu novamente o fornecimento global de energia do Oriente Médio, fuzileiros navais americanos abordaram um navio-tanque e outro navio teria sido atingido por um projétil.

Os lados em conflito têm testado os limites da escalada desde o colapso do acordo de cessar-fogo na semana passada, aumentando a possibilidade de um retorno à guerra total.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou lançar ataques aéreos de grande escala contra a infraestrutura do Irã e também não descartou um ataque terrestre à costa ou às ilhas iranianas.

Autoridades americanas afirmaram que os ataques ao sul do Irã visam, em parte, oferecer opções a Trump.

No entanto, tais medidas correm o risco de provocar uma escalada por parte do Irã — seja atacando a infraestrutura de países vizinhos, seja perturbando ainda mais o abastecimento de energia ao fazer com que seus aliados no Iêmen ataquem embarcações no Mar Vermelho.

O Comando Central dos militares dos EUA incluiu “infraestrutura de logística militar” na lista de alvos que afirmou ter atingido em seus ataques mais recentes ao Irã — a primeira vez que mencionou infraestrutura em mais de uma semana.

Por enquanto, os ataques pareciam restringir-se principalmente às áreas costeiras do sul, que já haviam sido alvo de ataques intensos nos últimos dias.

A mídia estatal iraniana informou que pelo menos cinco pontes foram atingidas no sul. Relatou-se a morte de sete pessoas em ataques a pontes no porto de Bandar Khamir, no sul, onde a estação de trem também foi atingida.

Houve relatos de um ataque a um aeroporto mais a leste e afastado da costa, em Iranshahr, numa província que faz fronteira com o Paquistão.

A Reuters não pôde verificar os relatos, que também descreviam outros ataques fatais, incluindo um que matou uma mulher e feriu seu filho no porto de Bandar Abbas.

Disputa pelo Estreito

O Irã afirmou ter atacado bases americanas no Kuwait e no Bahrein, além de uma estação de radar dos EUA em Omã. Explosões também foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde o Ministério do Interior informou que uma criança ficou ferida por estilhaços.

Teerã disse ter disparado contra a Síria, aparentemente pela primeira vez na guerra, visando o que descreveu como uma base das forças especiais americanas em Tanf.

A Síria afirma que as forças americanas se retiraram da base no início deste ano. Uma fonte militar síria disse que o ataque atingiu uma área próxima à base e não causou danos ou vítimas.

Um acordo provisório para encerrar a guerra entrou em colapso em 7 de julho, quando o Irã atacou navios no Estreito de Ormuz e os Estados Unidos responderam com ataques aéreos.

A retomada dos combates paralisou, mais uma vez e em grande parte, o tráfego pela rota de transporte de energia mais importante do mundo, fazendo com que os preços do petróleo (LCOc1) disparassem para cerca de 85 dólares o barril nesta semana.

O Irã anunciou o fechamento do estreito, e Washington reimpôs seu próprio bloqueio aos portos iranianos.

Nos incidentes mais recentes em alto-mar, as forças armadas dos EUA informaram ter realizado uma abordagem ao navio-tanque Wen Yao para fazer cumprir o bloqueio, divulgando fotos de fuzileiros navais descendo de rapel de um helicóptero até o convés, onde um deles posou diante de uma bandeira iraniana.

O serviço britânico de segurança marítima UKMTO informou que um navio-tanque foi atingido por um projétil na quinta-feira, ao largo da costa de Omã.

Embora ambos os lados venham trocando ataques diariamente, até agora eles evitaram uma escalada que ultrapassasse os parâmetros estabelecidos no início do conflito, quando a infraestrutura civil e os principais alvos econômicos eram, em grande parte, considerados fora dos limites devido à ameaça de retaliação.

O Irã declarou que atacaria infraestruturas civis em todo o Oriente Médio caso Trump concretizasse as ameaças de atacar a infraestrutura iraniana.

O país também sinalizou que poderia incitar seus aliados Houthis no Iêmen a fechar outro estreito estratégico: o de Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho, o que poderia agravar a crise energética global ao bloquear mais uma rota de escoamento do petróleo do Oriente Médio.

Fontes informaram à Reuters que o Irã já instruiu os Houthis a agirem caso Washington ataque a infraestrutura iraniana.

A disparada nos preços da energia provocada pelo conflito gerou pressão sobre Trump para encerrar a impopular guerra o mais rápido possível. No entanto, deixar o Irã no controle do estreito representaria um vexame estratégico em uma região onde as forças dos EUA têm atuado como o principal garantidor da segurança há gerações.

Em um discurso televisionado na noite de quinta-feira (16), focado principalmente na segurança eleitoral, Trump afirmou que os Estados Unidos estavam “obtendo grandes vitórias em relação ao Irã, e vocês verão os frutos desse trabalho muito, muito em breve”.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

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