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Soja fecha em queda em Chicago com foco no clima e na demanda nos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Soja fecha em queda em Chicago com foco no clima e na demanda nos EUA

O contrato futuro da soja com vencimento em novembro encerrou a sessão desta quinta-feira (16) cotado a US$ 11,95 por bushel na Bolsa de Chicago, com queda de 0,56%.

Segundo a Royal Rural, o mercado voltou a acompanhar dois fatores, sendo eles o clima nos Estados Unidos e a demanda industrial pelo grão. O calor e a irregularidade das chuvas em algumas regiões produtoras aumentam a atenção sobre o potencial da safra, especialmente em áreas do norte e oeste do Meio-Oeste e nas Grandes Planícies, onde as lavouras entram em fases mais sensíveis de desenvolvimento.

Apesar das preocupações, o mercado ainda não precifica uma quebra confirmada, mas monitora uma possível redução nas margens de produtividade. Do lado da demanda, o esmagamento de soja nos Estados Unidos em junho superou as expectativas, com 214,3 milhões de bushels, alta de 15,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os estoques de óleo de soja também ficaram abaixo das projeções, dando suporte ao complexo da oleaginosa.

De acordo com a Agrinvest, os preços da soja seguem estáveis no mercado interno, enquanto produtores aguardam melhores oportunidades de venda. As vendas semanais da safra 2025/26 somaram 188 mil toneladas, levando o volume comprometido para exportação a 41,3 milhões de toneladas, acima da meta projetada pelo USDA para a temporada.

Para a nova safra, as vendas alcançaram 1,77 milhão de toneladas, com a China respondendo por 1,056 milhão de toneladas. No acumulado, os negócios antecipados da safra nova já superam 4 milhões de toneladas, acima do registrado nas últimas três temporadas para o mesmo período.

Milho

O contrato futuro do milho com vencimento em dezembro encerrou o pregão com queda de 1,17%, cotado a US$ 4,64 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o cereal passou por um movimento de correção após a forte alta registrada na sessão anterior. O recuo foi influenciado pela melhora nas condições climáticas para as lavouras norte-americanas e por dados mais fracos de vendas semanais de exportação. Apesar disso, o programa de embarques dos Estados Unidos segue em ritmo recorde.

De acordo com a Royal Rural, dados da Administração de Informação de EIA (Energia dos Estados Unidos) apontaram queda na produção média para 1,04 milhão de barris por dia, redução de 53 mil barris por dia em relação à semana anterior e de 47 mil barris na comparação anual.

Os estoques de etanol subiram para 24,391 milhões de barris, enquanto as exportações recuaram para 81 mil barris por dia. O movimento indica uma demanda mais fraca no curto prazo pelo biocombustível, reduzindo parte do suporte aos preços do milho, principal matéria-prima do etanol nos Estados Unidos.

Trigo

O contrato futuro do trigo com vencimento em setembro encerrou o pregão com queda de 0,41%, cotado a US$ 6,74 por bushel na Bolsa de Chicago.

O contrato contínuo do trigo chegou a atingir a maior cotação intradiária em dois anos, enquanto o trigo negociado na Euronext alcançou o maior nível desde fevereiro de 2025.

Segundo a Agrinvest, o cereal acompanhou o movimento dos mercados europeus, após uma desaceleração no ritmo de alta das cotações. Apesar disso, o mercado segue atento aos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia, diante dos riscos para a oferta global e para o transporte marítimo.

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