Indicado pelo presidente Donald Trump para assumir a embaixada em Brasília, o político republicano Daniel Perez disse nesta quinta-feira (16) que os Estados Unidos enfrentam “desafios de segurança reais” no Brasil.
Em sabatina no Comitê de Relações Exteriores, ele citou organizações criminosas transnacionais que ameaçam comunidades americanas e a “crescente presença de potências externas competindo por influência na região”, sem nominar a China.
Deputado estadual pela Flórida e muito próximo do secretário de Estado, Marco Rubio, Perez chamou a atenção dos senadores para as “vastas reservas de minerais críticos” no Brasil.
Ele também criticou as tarifas de importação do Brasil sobre o etanol americano um dos argumentos pelo USTR (Escritório de Representação Comercial da Casa Branca) para aplicar um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.
“O Brasil não é simplesmente nosso maior parceiro comercial na América do Sul. É um país de escala continental e extraordinárias riquezas naturais, além de ter consequências estratégicas crescentes. Sua trajetória nos próximos anos vai modelar a segurança, a prosperidade e influenciar todo o hemisfério”, disse Perez na sabatina.
Diante dos senadores, o embaixador designado por Trump adotou um tom conciliador sobre o Brasil e fez referência à sua atuação no condado de Miami-Dade, um amálgama de comunidades estrangeiras, como um aprendizado e um exemplo de como engajar os Estados Unidos em uma relação de confiança.
Perez ressaltou ainda a importância de aprofundar as relações entre os setores privados do Brasil e dos Estados Unidos. “Isso pode ser amplificado”, afirmou.
Ele definiu, como suas maiores prioridades de atuação, “a proteção dos cidadãos americanos, o avanço dos nossos interesses em comércio e investimentos, a construção de parcerias contra crimes transnacionais e tráfico de drogas, apoio às instituições democráticas, à liberdade de imprensa e à liberdade de expressão”.
“Um Brasil estável e demcorático é um parceiro melhor para os EUA”, disse Perez.

