Um casal, composto por uma enfermeira e um estudante de direito, foi preso na manhã desta quarta-feira (16), durante uma operação contra um comércio clandestino de medicamentos falsos contra o câncer.
Segundo as investigações, os dois mantinham uma empresa que ofertava remédios falsos e inflacionados para pacientes oncológicos. De acordo com a Polícia, eles se beneficiavam dos desesperos dos clientes para praticar os golpes.
Ao todo, as equipes policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais localizados nos bairros de Guadalupe e Vista Alegre, na zona Norte do Rio.
A operação denominada de “Placebo” culminou na apreensão de diversos medicamentos sem a licença específica exigida para comercialização.
Veja:
O casal responderá pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (Art. 273 do Código Penal) e crime contra as relações de consumo.
Segundo a autoridade policial, todo o material apreendido passará por perícia técnica.
Investigações e remédios de mais de R$ 30 mil: entenda
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após denúncia formalizada pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF).
A empresa do casal oferecia a pacientes e hospitais um medicamento falso indicado para tratamento de câncer de sangue.
Durante os monitoramentos, agentes identificaram que o suposto farmáco era ofertado pelo estudante de direito que cobrou inicialmente R$ 23.000,00 e, posteriormente, inflacionou o preço para R$ 34.920,00 por uma única caixa, alegando “alta demanda nos hospitais do Rio”.
O medicamento foi analisado pela Polícia e pela fabricante oficial que constou que o produto oferecido era 100% falso. O lote impresso na caixa não existia nos registros de produção global da fabricante.
Ainda segundo as autoridades policiais, a mulher, uma enfermeira de formação, era especialista em auditoria de contas médicas e assuntos regulatórios. Ela utilizava disse para burlar trâmites e gerenciar as vendas da empresa.
Já o estudante de direito tinha experiência em licitações públicas e era responsável por operacionalizar as fraudes.

