As pesquisas eleitorais para as eleições de 2026 têm apresentado resultados consistentes ao longo dos meses, com percentuais muito semelhantes tanto de aprovação quanto de intenção de votos e reprovação dos principais pré-candidatos à Presidência. Na avaliação de marqueteiros das principais campanhas, ouvidos pela analista de política Edilene Lopes, ao CNN 360º, esse cenário só deve se alterar após o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Segundo a analista, os estrategistas consultados apontam que a mudança no quadro de intenção de votos deve ocorrer a partir do dia 16 de agosto, quando, além das plataformas tradicionais de mídia, os candidatos também poderão utilizar as redes sociais como parte oficial de suas campanhas.
Redes sociais perdem protagonismo na disputa eleitoral
Um dos pontos mais relevantes levantados pelos marqueteiros diz respeito ao papel das redes sociais nesta eleição. Mesmo candidatos com alto engajamento digital, como Romeu Zema e Renan Santos, aparecem atrás nas pesquisas de intenção de voto. Esse dado sugere que o fenômeno das redes sociais, que desde 2018 tem exercido forte influência nas campanhas eleitorais brasileiras, pode se comportar de forma diferente neste ciclo eleitoral.
Na avaliação de parte dos estrategistas, os meios tradicionais de comunicação — rádio e televisão — tendem a ter um impacto maior na definição do cenário eleitoral desta vez. Os debates e até mesmo as polêmicas geradas nesses veículos podem repercutir nas redes sociais, mas seriam os meios tradicionais os principais definidores do quadro eleitoral nos próximos meses.
Polêmicas e “balas de prata” como fatores de impacto
Edilene Lopes também destacou que novos escândalos e as chamadas “balas de prata” — estratégias usadas por candidatos contra seus adversários — podem gerar impacto significativo no cenário eleitoral. Como exemplo, foi citada a resiliência de Flávio Bolsonaro, que, mesmo após uma série de polêmicas em sua campanha, manteve-se em empate técnico nas pesquisas.
O marqueteiro Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha de Ronaldo Caiado, foi consultado por Edilene Lopes pouco antes da transmissão e reforçou a avaliação geral do setor: as redes sociais não estão se convertendo em intenção de votos, ao contrário do que se observou em eleições anteriores. A mídia tradicional, portanto, pode assumir um papel mais determinante nesta disputa, especialmente enquanto as campanhas oficiais ainda não foram iniciadas.

