O presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, anunciou nesta quarta-feira (15) o fim da greve dos caminhoneiros após a aprovação da “MP do Frete” no Senado Federal.
A Medida Provisória nº 1.343 foi votada dois dias antes da data máxima para aprovação e demarcou o fim da paralisação. O objetivo da greve foi pressionar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para colocar em votação o texto que estabelece um piso de custo mínimo para as operações da categoria.
Agora, a MP segue para a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O líder da associação ainda informou que recebeu uma sinalização de que, possívelmente, o Governo Federal irá vetar a questão da anistia das multas.
“Isso foi um acordo que foi construído junto à senadora Tereza Leitão e a Tereza Cristina, para que pudessem entrar na pauta na data de ontem (14) e o senador presidente Davi Alcolume colocar para votar”, relatou.
Entenda a greve
Nessa segunda-feira (13), Landim anunciou uma paralisação dos caminhoneiros nos portos de distribuição.
A ação teve o objetivo de pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a votar a “MP do Frete”, que prevê novas regras de fiscalização para empresas e caminhoneiros que realizam transporte rodoviário de carga.
A pauta determina um piso de custo mínimo para as operações da categoria, com o cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, assim como o cadastramento das viagens e a geração do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte).
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Segundo Wallace, também conhecido como Chorão, ele estava lutando há duas semanas, junto com outros caminhoneiros, para que o Senado colocasse a pauta na agenda de votação. Somente nesta quarta-feira (15) a pauta foi votada e aprovado pelo órgão federal.
A “MP do Frete”, aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, ainda impõe penalidades para empresas que descumprirem o pagamento do piso mínimo do frete, como multas e suspensão do transporte.
Confronto entre PMs e caminhoneiros
Nesta terça-feira (14), o segundo dia da paralisação, foram registradas confusões e reflexos no trânsito na Baixada Santista, no litoral sul de São Paulo.
Imagens gravadas no local mostram uma briga entre os manifestantes e os agentes da PM (Polícia Militar). Os policiais chegam a apontar armas em direção aos populares. Além disso, alguns homens chegam a ser agredidos pelos militares.
Desde a noite desta terça-feira (14), a PM analisa as imagens das câmeras corporais dos policiais que entraram em confronto com caminhoneiros durante a greve na Baixada Santista.
De acordo com a corporação, um homem de 46 anos arremessou uma pedra contra o para-brisa de um caminhão que trafegava pela via. Durante a abordagem, ele teria resistido à ação policial e investido contra os policiais. “Outros manifestantes tentaram impedir a detenção e avançaram para cima dos PMs, que intervieram“, aponta a polícia.
Veja posicionamento da PM
“A Polícia Militar apura todas as circunstâncias da abordagem e analisa as imagens das câmeras operacionais portáteis (COPs) dos agentes envolvidos. Um homem de 46 anos foi detido, na manhã desta terça-feira (14), na Av. Engenheiro Augusto Barata, em Santos. O suspeito participava de uma manifestação, quando arremessou uma pedra contra o pára-brisa de um caminhão que trafegava pela via. Durante a abordagem, ele resistiu à ação policial e investiu contra os policiais. Outros manifestantes tentaram impedir a detenção e avançaram para cima dos PMs, que intervieram. O detido foi conduzido ao pronto socorro para atendimento médico e em seguida ao 5º Distrito Policial de Santos, onde foi ouvido e liberado. O policiamento permanece reforçado na região para garantir a segurança, a preservação da ordem pública e a fluidez do trânsito.”

