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Análise: Irã pode se voltar para o Mar Vermelho após conflito em Ormuz

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Análise: Irã pode se voltar para o Mar Vermelho após conflito em Ormuz

O Irã e seus aliados estão considerando a ativação de novas frentes de pressão geopolítica, incluindo o estreito de Bab al-Mandab, no Mar Vermelho, em resposta aos ataques de Israel ao Líbano. Entre as possibilidades avaliadas está o uso dos Houthis, grupo armado que atua no Iêmen com apoio iraniano, para fechar essa rota estratégica para o comércio marítimo internacional. O analista de internacional da CNN Lourival Sant’Anna explicou a dimensão da ameaça ao CNN Prime Time.

Segundo ele, o estreito de Bab al-Mandab conecta o Oceano Índico à Europa por meio do Canal de Suez, funcionando como uma das principais artérias marítimas do mundo. “Essa é uma das principais artérias marítimas do mundo, o que leva todos os manufaturados da China para a Europa, pelo mar Mediterrâneo”, afirmou.

Um avião iraniano foi ao Iêmen para buscar comandantes dos Houthis que participaram de funerais no Irã. No retorno, as forças armadas do Iêmen, apoiadas pela Arábia Saudita, atiraram contra a aeronave, que precisou desviar para o porto de Hodeida, controlado pelos Houthis.

Em resposta, o grupo disparou contra um aeroporto no sul da Arábia Saudita. No meio dessas tensões, os Estados Unidos intensificaram os bombardeios contra o Irã, e tanto o governo iraniano quanto os Houthis sinalizaram a possibilidade de retomar ataques a navios no Mar Vermelho.

Impacto no comércio global

Lourival Sant’Anna lembrou que, após os ataques do Hamas em outubro de 2023 e a subsequente campanha de Israel contra a Faixa de Gaza, os Houthis passaram a atacar navios no Mar Vermelho — primeiro embarcações israelenses, depois navios ligados aos Estados Unidos e, por fim, qualquer navio.

“Ali passa de 20% a 30% dos navios de containers do mundo todo”, destacou o analista.

O bloqueio forçou as principais transportadoras marítimas a utilizarem o Cabo da Boa Esperança, no sul da África, aumentando a rota em 6 mil quilômetros — de 20 mil para 26 mil quilômetros —, o que acrescentou entre 10 e 15 dias ao tempo de transporte, encareceu os fretes e reduziu a disponibilidade de cargueiros e contêineres no mundo.

Sant’Anna ressaltou que o Irã tem sido cauteloso ao usar essa carta de pressão, temendo mobilizar a comunidade internacional contra si. “O Irã até agora não usou essa carta porque tem receio de estressar demais essa carta e mobilizar o mundo todo contra”, explicou.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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