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Padre de Brasília que foi excomungado ignora decisão do Vaticano

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Padre de Brasília que foi excomungado ignora decisão do Vaticano

O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa publicou um vídeo intitulado “Resposta aos Inimigos” no qual contesta a excomunhão confirmada pelo Vaticano.

O clérigo, vinculado à Capela Santo Atanásio, em Brasília, afirma que as punições são inválidas e nulas, baseando sua defesa em dispositivos do Direito Canônico.

Rodrigues sustenta que não houve cisma, mas sim uma “desobediência grave” motivada por um estado de “grave necessidade” para preservar a tradição católica.

Segundo o sacerdote, os cânones 1323 e 1324 excluem a aplicação de penas automáticas quando o fiel acredita agir corretamente para a salvação das almas. Ele reafirma o reconhecimento do grupo ao Papa Leão XIV, embora rejeite as orientações do Concílio Vaticano II.

Continuidade das atividades

Apesar de a Arquidiocese de Brasília declarar seus sacramentos como inválidos, o padre defende a legitimidade de seus atos via “jurisdição de suplência”.

Rodrigues confirmou que a capela manterá as celebrações normais, ignorando as restrições da Santa Sé e as orientações para que fiéis evitem o local.

Entenda o caso

Em julho de 2026, a Fraternidade São Pio X (FSSPX) consagrou quatro bispos sem mandato pontifício, ato declarado cismático pelo Vaticano.

Consequentemente, a Santa Sé e a Arquidiocese de Brasília confirmaram a excomunhão dos envolvidos e de adeptos formais, como o padre Françoá Rodrigues.

A Igreja invalidou seus sacramentos e alertou fiéis contra as atividades na Capela Santo Atanásio.

Outro lado

Em vídeo publicado nas redes sociais, o padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa sustenta que sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) e às sagrações de 2026 configura apenas uma “desobediência grave”, e não um cisma, visto que a fraternidade reconhece o Papa Leão XIV e reza por ele em todas as missas.

No material, ele sacerdote defende a validade e licitude de seus atos ministeriais por meio da “jurisdição de suplência” e reafirma sua rejeição total ao Concílio Vaticano II e às orientações recentes da Santa Sé, declarando as punições eclesiásticas contra si como inválidas e nulas.

CNN Brasil pediu um posicionamento para o clérigo punido pelo Vaticano, mas não obteve retorno até o momento. A reportagem será atualizada após o posicionamento. O espaço segue aberto.

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