Líbano e Israel retomaram negociações nesta terça-feira (14) em Roma, capital da Itália.
O governo libanês espera avanços para garantir a retirada israelense do sul do país, por meio de um acordo mediado pelos Estados Unidos, embora as expectativas de um progresso rápido sejam baixas.
As negociações estão programadas para durar dois dias na embaixada dos EUA em Roma e terão como objetivo definir como implementar um acordo-quadro entre as nações, disseram autoridades libanesas à Reuters.
Uma das fontes afirmou que transferir as negociações para a Itália facilitaria que as delegações de ambos os países consultassem seus governos para obter orientação durante as conversas.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, disse a repórteres em Tel Aviv nesta terça-feira que a implementação do acordo-quadro era “o único caminho a seguir” e afirmou que Israel “demonstraria boa vontade em Roma”.
Ele destacou que Israel está pronto para avançar na implementação de duas “zonas-piloto” — áreas no sul do Líbano onde o acordo prevê o desarmamento do Hezbollah, a retirada das forças israelenses e o envio de tropas libanesas.
Já o presidente do Líbano, Joseph Aoun, em declarações publicadas por seu gabinete na noite de segunda-feira (13), afirmou que havia solicitado à delegação libanesa que exigisse o “início imediato” da retirada de Israel das duas zonas-piloto “antes de qualquer outra discussão”.
Acordo entre Líbano e Israel
Em 26 de junho, uma reunião em Washington resultou em um acordo que previa o fim do conflito no Líbano, o desarmamento de grupos — uma aparente referência ao Hezbollah —, bem como o envio de tropas libanesas para o sul do país e a retirada progressiva das forças israelenses.
No entanto, os ataques de Israel continuaram, e o Hezbollah rejeitou o acordo, bem como os esforços para desarmar o grupo.
O governo de Benjamin Netanyahu, por sua vez, afirmou que suas tropas permaneceriam no sul do Líbano enquanto o Hezbollah continuasse armado.
O Irã exigiu o fim da guerra no Líbano como parte de seu acordo provisório com a Casa Branca, assinado no mês passado. Porém, esse acordo foi rompido na semana passada com a retomada das hostilidades entre os EUA e o regime iraniano.
As Forças Armadas de Israel estão ocupando o que chamaram de “zona tampão” de cerca de 10 km no Líbano, e ao longo de toda a extensão da fronteira entre os países.
Autoridades israelenses afirmam que a área é necessária para proteger as comunidades do norte de Israel contra ataques lançados pelo Hezbollah.

