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Golpe da conta bloqueada: como se proteger da falsa central de atendimento

Radar Olhar Aguçado(há 40 minutos)
Golpe da conta bloqueada: como se proteger da falsa central de atendimento

O golpe da conta bloqueada acontece quando criminosos entram em contato com você a partir de uma falsa central de atendimento. O ideal neste caso é desligar a chamada imediatamente.

Neste tipo de fraude o objetivo é conseguir dados pessoais que permitam o acesso a aplicativos e contas pelos golpistas.

Como funciona o golpe da conta bloqueada?

Os criminosos ligam para o seu celular ou telefone e se passam por atendentes de centrais de atendimento de bancos e instituições financeiras. O “funcionário” no outro lado da linha diz que sua conta ou cartão de débito e crédito está bloqueado, e começa a solicitar informações pessoais para o desbloqueio.

Os principais sinais de risco são pedidos de senhas, códigos de segurança (tokens), e transferências via Pix.

Além disso, há usabilidades anti-spam próprias de alguns modelos de celulares que indicam na tela que uma determinada ligação tem indícios de ser spam — mensagens eletrônicas não solicitadas enviadas em massa — ou fraude — quando há o objetivo de obter vantagem injusta, causar prejuízos ou violar regras e leis.

Ler sobre as medidas e indicações de segurança da instituição financeira na qual você tem conta é outra forma de estar preparado.

Como se proteger e quais as medidas de segurança para evitar golpes?

Assim que identificar qualquer sinal de risco, desligue a chamada. Espere pelo menos 10 minutos para contatar a instituição financeira, de preferência de um celular ou telefone diferente. Isto porque há criminosos que prendem a sua linha telefônica.

Vale lembrar que com os avanços tecnológicos os golpistas conseguem acessar dados básicos como nome completo e CPF, o que significa que estas não são informações acessadas exclusivamente por centrais de atendimento verdadeiras.

Sons e músicas que copiam o atendimento real das instituições também podem dar uma sensação falsa de segurança e veracidade. 

Outras formas de confirmar se é uma tentativa de golpe

  • abra o aplicativo do seu banco ou instituição financeira pelo celular e veja se há alguma notificação ou alerta real ou bloqueio. E-mail e SMS são mais facilmente falsificados; 
  • desconfie de ameaças, já que o atendimento de empresas reais não têm políticas de contato com modelos agressivos; 
  • nunca transfira valores, pois instituições financeiras não solicitam pagamento de taxas nem de valores teste para desbloquear serviços e a conta, ou cancelar transações; 
  • não baixe aplicativos diferentes dos que já possui para o seu banco, podem conter malware (código malicioso) e permitir acesso remoto ao seu dispositivo; 

O que fazer se cair em algum golpe?

Encerre o contato assim que perceber que há algo de errado. Depois disso, entre em contato pelos canais de atendimento oficiais da empresa do seu cartão e peça bloqueios de emergência, além de explicar o que aconteceu.

Depois disso, registre um boletim de ocorrência e veja quais os próximos passos possíveis para recuperar o dinheiro e conseguir um novo cartão.

Há instituições financeiras que oferecem opções de seguro para fraudes e golpes, e até para quando criminosos acessam sua conta após um roubo de celular. No caso do Inter, por exemplo, há alternativas a partir de R$ 2,90 por mês.

Como escolher instituições seguras para abrir a sua conta?

Para identificar se um banco ou instituição financeira cumpre os requisitos mínimos de segurança para a sua conta, o mais importante é conferir se é regulada, autorizada e fiscalizada pelo Banco Central (BC). 

A partir daí, outros sinais positivos são a proteção pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), transparência na divulgação de informações, manutenção de bom relacionamento com clientes e investidores, e demonstração de investimentos contínuos em tecnologia e segurança cibernética.

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