Antes da semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Inglaterra, na quarta-feira (15), Diego Maradona Júnior, filho de Diego Armando Maradona, afirmou que o pai não encararia o confronto como “mais uma partida”.
Em entrevista ao jornal espanhol “Marca”, ele citou componentes históricos do duelo como, por exemplo, a Guerra das Malvinas e a atuação de Maradona contra a seleção inglesa na Copa de 1986.
Meu pai não encararia como uma partida normal, como mais um jogo. Podemos dizer muitas coisas, mas não seria normal e não será normal. Para todos os argentinos e maradonianos, será um encontro diferente, em que vêm à mente tudo o que aconteceu nas Malvinas, todos os nossos irmãos que morreram lá e, depois, o que aconteceu com o meu pai em 1986.
Diego Maradona Júnior, em entrevista ao Marca
Nas quartas de final do Mundial de 40 anos atrás, Maradona marcou dois gols históricos na vitória por 2 a 1 da Argentina. Ele abriu o placar ao marcar o gol com a mão, conhecido como “La Mano de Dios”, enquanto o segundo foi eleito o Gol do Século pela Fifa.

Diego Maradona Júnior relembrou que o pai venceu o confronto histórico e que “desde então, nada é normal contra a Inglaterra”. Ele também reconheceu a dificuldade que a Argentina pode enfrentar na partida decisiva. “A Inglaterra está bem, mas é preciso enfrentar e vencer os campeões do mundo. Será difícil para os dois lados”.
Ao comentar sobre Lionel Messi, o filho de Maradona contou que nunca o conheceu, mas o exaltou e desejou que ele conquiste o bicampeonato consecutivo.
“Ele merece repetir o título. É o melhor entre os humanos, porque meu velho não pode ser comparado com ninguém nesta terra. Foi um extraterrestre do futebol. Mas Leo merece tudo. Tenho muito carinho por Leo e por sua família. Ele é o capitão da minha seleção. Respeito-o muito e espero que Deus lhe dê a oportunidade de disputar outra final e, claro, vencê-la”, concluiu.
Quanto à Guerra das Malvinas, citada pelo filho de Maradona, o conflito foi travado em 1982 entre Argentina e Reino Unido, e terminou com a vitória britânica. Ao todo, 649 militares argentinos morreram, além de 255 combatentes britânicos.
Antes da declaração de Diego Maradona Júnior, o técnico Lionel Scaloni amenizou a pressão histórica do confronto, afirmando que “será apenas um jogo de futebol, só isso”.
Já a federação que reúne veteranos argentinos da Guerra das Malvinas pediu que torcedores não utilizem a partida como palco para reivindicações sobre a soberania das ilhas do Atlântico Sul, e que a memória dos soldados mortos no conflito de 1982 seja preservada sem incentivar discursos de ódio ou xenofobia.
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