A próxima Copa do Mundo promete ser a maior da história em termos de receita publicitária. Com 48 seleções, 104 partidas e três países-sede, a FIFA projeta arrecadar quase US$ 9 bilhões com o torneio — um recorde para a competição.
Além do aumento no número de jogos, uma das principais novidades desta edição está na forma como a publicidade será explorada. A expansão das redes sociais, das plataformas digitais e da presença de influenciadores transformou o ecossistema de mídia esportiva, criando novas possibilidades de engajamento e monetização.
“Influenciadores com muito poder de fogo dentro desse ecossistema”, destacou um dos participantes do programa.
Pausa para hidratação amplia espaço para anúncios
Outro fator que pode contribuir para o crescimento das receitas publicitárias é a adoção das pausas para hidratação durante as partidas. A prática já é comum em esportes como futebol americano e basquete, que possuem interrupções frequentes ao longo dos jogos.
No futebol, porém, a dinâmica tradicional sempre foi marcada por 45 minutos de bola rolando sem paradas programadas.
A inclusão dessa pausa cria uma nova oportunidade comercial para marcas, ao abrir uma janela adicional de exposição durante as transmissões e ampliar as possibilidades de inserção publicitária.
Empresas ligadas ao torneio ganham atenção de investidores
O evento também abre oportunidades para investidores, especialmente em empresas que fazem parte do ecossistema de mídia, tecnologia, consumo e entretenimento. Companhias como The Walt Disney Company, Alphabet Inc. e Meta Platforms, acessíveis por meio de BDRs, além de empresas de consumo como Ambev, podem se beneficiar do aumento da audiência e da movimentação comercial gerada pelo torneio.
“A competição hoje é por atenção”, afirmou um dos participantes, resumindo a lógica que conecta o mercado publicitário e as estratégias de investimento em torno da Copa do Mundo.

