O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira (13), que os EUA vão cobrar uma taxa de 20% para garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.
No entanto, apenas no mês passado, o chefe da diplomacia americana criticou a ideia de cobrar pedágio nessa hidrovia crucial e a descreveu como “inviável”.
Durante uma visita a três países árabes no Golfo Pérsico no final de junho, o secretário de Estado Marco Rubio rejeitou a ideia de cobrança de pedágio em Ormuz, onde o Irã continua tentando exercer controle.
No início de junho, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que Teerã “não pretendia cobrar pedágio de trânsito”, mas que “taxas” seriam cobradas por “serviços que prestaremos”.
“Se você está pagando alguém para atravessar – não me importa se você chama isso de taxa, pedágio ou doação; é um pedágio”, disse Rubio. “É assim que vamos definir. É uma via navegável internacional.”
“Não existe uma nação no mundo que apoie a ideia de ter que pagar para atravessar o estreito”, disse ele a repórteres, repetindo comentários que já havia feito diversas vezes no passado.
O principal diplomata americano também questionou como funcionaria um mecanismo de cobrança de pedágio.
“Não é viável. Afinal, qual é a consequência de não pagar? Digamos que um navio decida não pagar a taxa. Não é como um pedágio em uma rodovia; você não recebe uma multa pelo correio”, disse Rubio.
“Eles são alvos de disparos. Se você atira em um navio e o afunda, nenhum outro navio se moverá. Portanto, esse tipo de sistema não é apenas imprudente; é inviável. É algo que simplesmente não funciona. É melhor abandonar essa fantasia agora mesmo”, acrescentou, em 25 de junho.
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