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EUA preparam retomada de bloqueio naval contra irã

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
EUA preparam retomada de bloqueio naval contra irã

As Forças Armadas dos Estados Unidos estão se preparando para retomar o bloqueio de navios com destino a portos iranianos, informou um funcionário do governo americano nesta segunda-feira (13), após o presidente Donald Trump anunciar o retorno das restrições para parte das embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz e manifestar a intenção de cobrar uma taxa sobre navios comerciais.

O capitão Timothy Hawkins, porta-voz do CENTCOM, o Comando Central dos EUA, disse à CNN que os preparativos para restabelecer o bloqueio já estão em andamento e que mais detalhes sobre quando e como a operação será implementada devem ser divulgados nas próximas horas.

Questionado sobre a possível cobrança de tarifas que, segundo Trump, corresponderiam a 20% do valor da carga transportada pelos navios, Hawkins encaminhou as perguntas à Casa Branca.

Autoridades militares disseram à CNN que os integrantes das Forças Armadas enfrentaram diversos desafios durante a implementação do bloqueio anterior e agora terão de repetir a operação.

Segundo autoridades americanas, não havia um protocolo oficial para impor um bloqueio marítimo dessa dimensão, algo que não era realizado havia décadas, desde a crise dos mísseis em Cuba.

Como parte da operação anterior, os militares dos EUA utilizaram caças que não foram projetados para patrulhamento marítimo para monitorar embarcações e, se necessário, empregar armamentos.

De acordo com as autoridades, cerca de dez navios-tanque foram interceptados durante o bloqueio anterior após ignorarem diversos alertas emitidos pelos militares americanos.

A retomada do bloqueio também aumenta a já elevada carga de trabalho dos destróieres dos EUA, que precisam monitorar e agir contra embarcações consideradas suspeitas, ao mesmo tempo em que protegem cerca de 20 mil marinheiros em operação no mar.

Além disso, o Mar da Arábia cobre uma área extremamente extensa, o que torna uma tarefa desafiadora impedir que qualquer navio-tanque atravesse a região, afirmaram as autoridades.