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Eleitor começou a olhar para uma terceira opção de voto, diz CEO da Nexus

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Eleitor começou a olhar para uma terceira opção de voto, diz CEO da Nexus

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) seguem em empate técnico em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República, segundo a pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (13).

Em entrevista ao CNN 360º desta segunda-feira (13), Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, chamou a atenção para os dados de voto espontâneo, quando os entrevistados não recebem a lista de candidatos e respondem livremente em quem votariam.

“O presidente Lula vinha crescendo nessa citação espontânea de votos, atingiu na rodada anterior 38%, e agora recuou, caiu três pontos, foi para 35%. O mesmo aconteceu com Flávio, que sempre oscilou entre 26% e 27% do voto espontâneo, agora ele apareceu com 24%“, detalhou Tokarski.

Segundo o CEO da Nexus, cerca de 6% do eleitorado que antes declarava voto em um dos dois principais nomes passou a se distribuir entre outras opções: 2% migraram para candidatos da chamada terceira via, 2% para branco e nulo, e 2% para a indecisão.

“A gente vai ter que olhar o comportamento desse eleitor, que parou para refletir agora que a eleição está se aproximando. Ao que parece, uma parcela do eleitor começou a olhar para uma terceira opção de voto“, disse.

Ele ressaltou, no entanto, que nenhum candidato fora da polarização entre PT e PL cresceu de forma expressiva.

Quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, a soma entre Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) subiu de 16% para 18%, variação ainda dentro da margem de erro.

“A gente vai ter que observar se mais gente vai passar a fazer essa reavaliação, refletir mais profundamente sobre a eleição, ou se a gente vai continuar no cenário que, até aqui, é de uma tendência de polarização“, destacou o CEO da Nexus.

Já sobre os números da pesquisa estimulada, Tokarski destacou que o cenário geral permanece estável em relação à rodada anterior.

“Se a gente olhar para os números macro da pesquisa, a gente vai ver pouca alteração. Segundo turno, tudo rigorosamente igual de há duas semanas. Primeiro turno, tudo praticamente igual”, afirmou.

Na simulação, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio. Brancos, nulos e os que não escolheriam nenhum dos dois somam 8%, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

“Lula teve uma variação de dois pontos para baixo, dentro da margem de erro da pesquisa. É um quadro bastante estável”, ressaltou Tokarski.

Abstenção como fator decisivo

Outro ponto destacado por Tokarski diz respeito ao eleitor que costuma ir às urnas. Quando a pesquisa considera apenas aqueles que declararam ter votado em 2022 e em 2018, a diferença entre Lula e Flávio cai de três para apenas um ponto percentual.

“O eleitor que tem maiores chances de se abster no primeiro turno tende a ser um eleitor mais do Lula, porque é um eleitor normalmente de baixa renda, de baixa escolaridade”, explicou.

Para Tokarski, esse dado representa um ponto de atenção relevante. “Se ele chegar na véspera da eleição com uma diferença muito pequena, ele corre risco de ter uma surpresa quando abrirem as urnas por conta do efeito da abstenção eleitoral“, alertou.

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