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Acontecimentos em pré-campanhas abrem espaço para 3ª via, diz Think Policy

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Acontecimentos em pré-campanhas abrem espaço para 3ª via, diz Think Policy

Uma pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (13) revelou que 27% dos eleitores brasileiros preferem um candidato à Presidência que não conte com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O dado representa um crescimento de seis pontos percentuais em relação à medição anterior, quando o índice estava em 21%.

O levantamento também registrou oscilações nos índices dos dois principais nomes do cenário político. Lula, que chegou a marcar 40%, recuou para 36%, enquanto Flávio Bolsonaro, que havia subido para 36% em 29 de junho, retornou a 32%. O percentual de eleitores que não sabem ou não responderam oscilou entre 3% e 4%, e brancos ou nulos entre 1% e 2%.

Perfil dos eleitores da terceira via

Entre os 27% que afirmaram preferir um candidato fora dos dois polos, o perfil é heterogêneo.

40% se identificam como não polarizados. Outros 13% consideram Flávio Bolsonaro como alternativa e outros 13% consideram Lula como alternativa. Os que se declaram anti-Lula e anti-Bolsonaro somam 11%, enquanto bolsonaristas convictos representam 9% e lulistas convictos, 8%.

Os que não sabem ou não responderam correspondem a 5% desse grupo.

Análise do especialista

Em entrevista ao Hora H, Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, avaliou os resultados como uma primeira sinalização relevante.

“A gente tem que observar essa pesquisa como um primeiro movimento que a gente não tinha enxergado em estudos anteriores”, afirmou. Segundo ele, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro caíram cerca de 3 pontos na pesquisa de primeiro turno espontânea, enquanto os que optaram por brancos, nulos ou declararam não saber subiram seis pontos, chegando a 41%.

“Eu acredito que a gente tem uma primeira sinalização que deve se consolidar ou não, agora com mais velocidade, na medida em que o período eleitoral formal se aproxima”, disse.

O especialista apontou dois fatores que contribuem para esse cenário: as dificuldades na avaliação do governo, com recuo no índice de ótimo e bom de Lula, e o que descreveu como uma “rebelião interna” vivida por Flávio Bolsonaro. “Eu acho que tem circunstâncias que dão abertura para que as pessoas possam começar a considerar outras opções”, concluiu.

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