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Por que os EUA não conseguem dominar o Irã? Entenda as limitações

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Por que os EUA não conseguem dominar o Irã? Entenda as limitações

A superioridade militar dos Estados Unidos não é suficiente para subjugar o Irã.

Apesar do enorme desequilíbrio de poderio bélico entre os dois países, a escalada do conflito esbarra em barreiras políticas, morais e na percepção do eleitorado americano — fatores que, segundo análises, limitam de forma decisiva as opções de Washington.

O limite moral dos bombardeios

O analista de internacional da CNN Brasil, Lourival Sant’Anna, explicou, durante o videocast Fora da Ordem, que o próximo passo possível em termos de ataques aéreos seria a destruição das usinas de dessalinização e de eletricidade que abastecem a população iraniana.

Segundo ele, essa possibilidade chegou a ser mencionada, mas foi descartada diante de um limite moral autoimposto.

“O presidente Trump chegou a mencionar essa possibilidade e sempre recuou, dizendo que isso seria um limite”, afirmou Lourival.

Guerra como evento político

Para Lourival, a guerra é, acima de tudo, um evento político. Todas as escolhas militares e suas consequências estão inseridas em uma moldura política que não pode ser ignorada.

“A decisão de ir à guerra é uma decisão política, a decisão de atingir alvos civis também”, destacou.

Ele lembrou que, ao longo da história, decisões como o bombardeio de Berlim pelos aliados na Segunda Guerra Mundial ou o uso da bomba atômica pelo próprio governo americano foram julgadas pela história sob critérios morais.

Lourival ressaltou que a questão não é a capacidade dos Estados Unidos de devastar o Irã, mas sim como o eleitorado americano julgará as atitudes tomadas no conflito.

Segundo ele, diversas ações recentes já contribuíram para drenar o chamado soft power americano — inclusive episódios relacionados à Copa do Mundo —, e os efeitos dessas decisões reverberam ao longo dos anos.

Popularidade em queda e influência de Netanyahu

Já o analista sênior de internacional da CNN Brasil, Américo Martins, acrescentou que parte da motivação para buscar um acordo com o Irã está diretamente ligada à perda de popularidade sofrida pelo presidente americano Donald Trump.

Segundo Martins, Trump foi amplamente criticado nos Estados Unidos por ter iniciado o conflito sem um planejamento adequado e, segundo muitos analistas, sob influência do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que teria um objetivo estratégico claro: enfraquecer ao máximo o regime iraniano, suas lideranças e suas capacidades militares, reduzindo a ameaça ao Estado de Israel.

“Também não foi isso que se viu, porque a ditadura no Irã continua dando as cartas por ali”, concluiu Martins.

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Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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