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Meta volta atrás e bloqueia recurso de IA após repercussão negativa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Meta volta atrás e bloqueia recurso de IA após repercussão negativa

A Meta IA voltou atrás nesta sexta-feira (10) sobre a decisão de implementar uma ferramenta de inteligência artificial que possibilitaria a criação de imagens a partir de fotos publicadas por usuários.

O Muse Image tinha sido anunciado na última quarta-feira (8) como uma uma ferramenta de geração de imagens desenvolvida pelo Meta Superintelligent Labs. No entanto, o público reagiu mal e criticou o fato da plataforma utilizar imagens sem consentimento dos usuários.

No Instagram, por exemplo, a ferramenta permitiria que qualquer pessoa pudesse solicitar a geração de uma nova foto de IA com base em imagens de qualquer conta pública em que o usuário tivesse mais de 18 anos. A possibilidade traria graves riscos de privacidade e consentimento.

Em meio à reação do público, a Meta apenas informou que o recurso não está mais disponível, mas não se manifestou sobre o debate acerca da responsabilização por questões de privacidade violadas.

“No início desta semana, anunciamos que uma das maneiras de gerar imagens no Meta AI seria marcando contas públicas do Instagram com @ para referência. Nossa intenção era fornecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle sobre se seu conteúdo público poderia ser referenciado dessa forma. Recebemos feedbacks de que esse recurso não atingiu o objetivo , portanto, ele não está mais disponível”, diz o comunicado oficial da empresa.

Outro ponto que chamou atenção dos usuários foi o fato de que, caso alguém utilizasse um conteúdo para gerar uma imagem através da IA, o perfil utilizado como referência não receberia notificação.

Responsabilização das plataformas

Em meio à ascensão das plataformas e redes sociais, a discussão sobre responsabilização das big techs no ambiente online tem aumentado cada vez mais.

Diante de medidas como a tentativa da Meta de lançar a Muse Image, vemos o STF (Supremo Tribunal Federal) tentando estipular normas para que as plataformas digitais estabeleçam regras para um ambiente seguro.

Em 17 de junho, a Corte ajustou a tese de responsabilidade das redes sociais, alterando o Marco Civil da Internet, que estabelece parâmetros para as empresas de tecnologia.

Assim, o Supremo revisou pontos sobre a responsabilização dos provedores de conteúdo, autorregulação, representantes das plataformas no país, além de outras normas.

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