A próxima semana será a última de atividade do Congresso antes das convenções partidárias. Na Câmara dos Deputados, um dos principais temas é a renegociação das dívidas rurais, que é uma demanda da bancada do agronegócio.
Haverá uma reunião entre o presidente da Casa, Hugo Motta, o líder da FPA (Frente Parlamentar do Agro), Pedro Lupion (Republicanos – PR) e representantes da equipe econômica, visando discutir os termos do texto.
No Senado, o destaque é a MP (Medida Provisória) 1343, que fala sobre o Frete Mínimo, uma demanda dos caminhoneiros.
Nos últimos dias, os representantes dos caminhoneiros autônomos encaminharam mensagens e ofícios ao Executivo e ao Legislativo pressionando a votação dessa medida provisória. Eles chegaram a ameaçar uma greve caso a MP não fosse aprovada – e a tendência é que ela passe.
Um outro tema, esse de preocupação ao Planalto, é a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata dos agentes comunitários de saúde. Isso porque o Planalto estima um impacto fiscal de R$ 27 bilhões nos próximos 10 anos. E o tema está na pauta do Senado da próxima semana.
Pautas impulsionadas por Lula (PT) e aliados, como o fim da Escala 6×1, devem ficar apenas para depois das eleições. E os partidos caminham para as convenções.
As principais siglas com candidatos à Presidência já marcaram as datas para as suas reuniões. Para oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, o PL marcou o encontro para o dia 25. Um dia depois, 26, o PSD vai lançar a chapa puro-sangue com Ronaldo Caiado e, como vice, Gilberto Kassab.
No dia 1° de agosto, a convenção do Missão com o Renan Santos, e, no dia 2 de agosto, o presidente Lula vai ser oficializado candidato pelo PT, tendo como vice, conforme ele mesmo já anunciou, o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
* Cristiano Noronha é vice-presidente da Arko Advice. Este texto foi transcrito em primeira pessoa de análise em vídeo para o WW.

