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“Falhamos”, diz prefeito após caso de agressão a menino de 3 anos no RS

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
“Falhamos”, diz prefeito após caso de agressão a menino de 3 anos no RS

O prefeito de Viamão (RS), Rafael Bortoletti (PSDB), afirmou que a rede de proteção do município falhou no acompanhamento do menino de 3 anos que morreu após ser espancado pelo pai. Ele ainda anunciou a abertura de uma sindicância para apurar a atuação dos serviços municipais no caso.

Segundo Bortoletti, a criança e a família eram acompanhadas pela rede municipal de saúde e assistência social desde novembro de 2025, quando uma enfermeira identificou hematomas no menino e acionou os órgãos de proteção.

Desde então, de acordo com o prefeito, equipes da assistência social realizaram visitas domiciliares, reuniões com a família e acompanhamento por meio do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

O prefeito afirmou que o pai da criança, um norte-americano de 33 anos preso após confessar as agressões, mantinha uma postura colaborativa durante os atendimentos, o que dificultou a identificação da gravidade da situação.

De acordo com o gestor, uma nova visita técnica à residência da família estava prevista para quinta-feira (9), data em que o menino morreu.
Segundo Bortoletti, o encontro ocorreria sem a presença do pai e tinha como objetivo avaliar a possibilidade de acolhimento institucional das crianças.

Durante o pronunciamento, o prefeito reconheceu falhas na atuação do poder público. “Nós falhamos. Falhamos como seres humanos, falhamos como rede de serviço, falhamos como prefeitura”, declarou.

Bortoletti informou que determinou a abertura de uma sindicância para analisar todos os atendimentos realizados pela rede de proteção.

Segundo ele, a investigação interna vai avaliar se houve falhas de servidores ou necessidade de reestruturação dos serviços. O prefeito também afirmou que solicitará a quebra do sigilo dos atendimentos psicológicos relacionados ao caso.

Os outros quatro filhos do casal, de 1, 5, 7 e 9 anos, foram retirados da família e permanecem sob a proteção do Conselho Tutelar.

Em seu pronunciamento, Bortoletti afirmou ainda que o caso representa “o pior dia” de sua gestão à frente da prefeitura de Viamão.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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