O contrato futuro do cacau com vencimento em setembro encerrou o pregão desta sexta-feira (10) em queda de 6,04% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 6.065 por tonelada.
Segundo análise do Barchart, o mercado foi pressionado por sinais de maior oferta da Costa do Marfim, principal produtor mundial da commodity, o que estimulou a realização de lucros e a liquidação de posições compradas nos contratos futuros.
Dados divulgados pelo país africano mostram que os produtores enviaram 2,07 milhões de toneladas de cacau aos portos entre 1º de outubro de 2025 e 5 de julho de 2026, volume 21% superior ao registrado no mesmo período da safra anterior.
Café
Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica com vencimento em setembro recuou 3,92% e encerrou o pregão cotado a US$ 3,47 por libra-peso.
Segundo analistas internacionais, a queda ocorre após uma semana marcada por forte volatilidade. No início da semana, uma onda de capital especulativo migrou para as commodities agrícolas em busca de proteção, impulsionada também pelas preocupações de que o fenômeno El Niño possa se intensificar e provocar condições climáticas mais adversas em importantes regiões produtoras de café e cacau.
Em resposta à elevada volatilidade, a Intercontinental Exchange (ICE) elevou os requisitos de margem para negociação dos contratos futuros de café e cacau, reduzindo a liquidez do mercado. Com menos participantes dispostos a manter posições, os movimentos de preços se tornaram mais intensos.
De acordo com um analista de uma multinacional do comércio de commodities agrícolas, o mercado enfrenta um “vácuo de liquidez”, já que muitos investidores especulativos realizam operações apenas durante o dia e encerram suas posições no fechamento do pregão, ampliando as oscilações das cotações. O cacau também foi pressionado e chegou a recuar cerca de 10% ao longo da sessão, embora tanto o café quanto o cacau ainda caminhem para encerrar a semana com ganhos acumulados.
Açúcar
Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro recuou 1,59% e encerrou o pregão cotado a 14,88 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo análise do Barchart, as cotações foram pressionadas pela queda de cerca de 1% nos preços do petróleo nesta sexta-feira. Com o petróleo mais barato, o etanol perde competitividade, o que pode levar usinas a destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar em vez de biocombustível. Esse movimento aumenta a expectativa de oferta da commodity no mercado e pesa sobre os preços.
Algodão
No mercado do algodão, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o pregão com avanço de 1,13%, cotado a 81,54 centavos de dólar por libra-peso.
O movimento ocorreu após a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O documento manteve inalterados os estoques finais da safra 2025/26 em 4,2 milhões de fardos.
Para a safra 2026/27, o USDA elevou a estimativa de estoques finais em 400 mil fardos, para 4,1 milhões. O ajuste reflete um aumento na mesma proporção na projeção de produção, que passou para 13,7 milhões de fardos, com base na revisão da área plantada nos Estados Unidos.
Suco de Laranja
Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do suco de laranja com vencimento em setembro recuou 1,42% e encerrou o pregão cotado a US$ 1,42 por libra-peso.
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