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Análise: França deve dominar as próximas Copas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

A seleção francesa se consolida como uma das maiores potências do futebol mundial não apenas pelo presente, mas pelo que projeta para o futuro. Com um elenco repleto de jogadores jovens e ainda em idade de disputar as próximas edições da Copa do Mundo, a França desponta como favorita por muitos anos. O debate sobre quem será capaz de frear esse domínio cresce entre analistas esportivos.

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    Kylian Mbappé, da França, celebrando o gol marcado sobre Marrocos, em jogo das quartas de final da Copa do Mundo • Divulgação/Fifa

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    Jogadores da França celebrando o gol anotado diante de Marrocos, em partida das quartas de final da Copa do Mundo • Reprodução/X/@equipedefrance

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    Ousmane Dembélé, da França, comemorando o gol anotado diante de Marrocos, pelas quartas de final da Copa do Mundo • Divulgação/Fifa

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    Momento do pênalti em cima de Kylian Mbappé, na partida entre França e Marrocos, pelas quartas da Copa do Mundo • FRANCK FIFE / AFP via Getty Images

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    Confronto entre França e Marrocos, pelas quartas de final da Copa do Mundo • Reprodução/X/@equipedefrance

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    Mbappé finaliza em direção ao gol do Marrocos • Foto: Divulgação/ Fifa

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    Facundo Tello, árbitro argentino que apitou França x Marrocos na Copa do Mundo 2026 • Divulgação/Fifa

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    Dayot Upamecano, zagueiro da França, em campo contra o Marrocos, pela Copa do Mundo • Reprodução/X/@equipedefrance

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    Didier Deschamps, treinador da França na Copa do Mundo de 2026 • Reprodução/X/@equipedefrance

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    Lucas Digne, lateral-esquerdo da França • Reprodução/X/@equipedefrance

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    Equipe da França perfilada antes do duelo contra o Marrocos, válido pelas quartas de final da Copa do Mundo • Reprodução/X/@equipedefrance

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    Kylian Mbappé, da França, aquecendo antes da partida contra o Marrocos, pelas quartas de final da Copa do Mundo • Reprodução/X/@equipedefrance

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    Ismael Saibari, destaque do Marrocos na Copa do Mundo de 2026 • Reprodução/X/@EnMaroc

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    Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos • Reprodução/X/@equipedefrance

Uma análise das idades dos principais jogadores franceses revela o tamanho do desafio para os adversários. Na próxima Copa do Mundo, Saliba terá 29 anos, Tchouaméni 30, Mbappé 31, Dembélé 33 e outros nomes igualmente relevantes ainda estarão em plena capacidade competitiva. “O Mbappé, se ele seguir no nível que está hoje, vai jogar pelo menos mais duas Copas do Mundo”, destacou Cris Schwambach, no Convocação CNN.

Renovação constante como marca registrada

Além da juventude do elenco atual, a França demonstra uma capacidade notável de renovação. A ausência de um jogador como Pogba, por exemplo, não representou queda de nível — novos talentos como Olise surgiram para ocupar o espaço.

“Os nomes estão vindo constantemente”, observou Nathalia Fiuza. Um dado expressivo reforça essa análise: 96 jogadores que disputaram a última Copa do Mundo passaram pela base do futebol francês, incluindo atletas de outras seleções, como vários integrantes da equipe de Marrocos que nasceram na França ou foram formados no país.

A perspectiva de que jogadores como Dembélé, que terá 37 anos na Copa de 2034, ainda possam estar em atividade amplia ainda mais o horizonte francês. “O que impede dele estar nessa Copa? Se ele mantiver a qualidade que tem, como a gente tem visto jogadores tão importantes em outras seleções, a exemplo do Messi, ele pode estar”, argumentou.

Com dois títulos mundiais conquistados e uma geração que promete seguir em alto nível, a França chega a cada nova edição do torneio como uma das principais candidatas.

Brasil enfrenta atraso na formação de atletas

Em contraste com a solidez francesa, o futebol brasileiro enfrenta sérias dificuldades estruturais. Segundo a análise apresentada no programa, a grande maioria dos clubes brasileiros não possui um trabalho de base consolidado e prioriza a venda precoce de jovens talentos para a Europa como forma de equilibrar as finanças.

“Os clubes estão mais interessados em formar atleta para vender para a Europa por um preço para se salvar, para sair da degola, porque está todo mundo com dívida”, afirmou Cris Schwambach.

Exceções como Flamengo e Palmeiras foram citadas no debate. O Palmeiras, em especial, foi apontado como exemplo de clube que transformou a base em uma fonte de renda consistente e planejada, e não ocasional.

“O Palmeiras hoje tem uma formação de base excelente”, foi destacado. No entanto, a maioria dos clubes ainda aposta na sorte de revelar um talento esporádico para vendê-lo rapidamente, em vez de investir em um processo estruturado de formação.

O resultado é que o Brasil, embora siga revelando grandes atacantes, apresenta deficiências em boa parte dos setores do campo, perdendo espaço para nações com políticas de base mais robustas.

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