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Will.i.am, do Black Eyed Peas, fala sobre IA: “Ainda não tem imaginação”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Will.i.am, do Black Eyed Peas, fala sobre IA: “Ainda não tem imaginação”

O músico Will.i.am, 50, que ganhou notoriedade como membro da banda Black Eyed Peas, declarou em entrevista à Variety que não está preocupado que Inteligência Artificial (IA) vá substituir os humanos. Para ele, as máquinas ainda não têm a capacidade de imaginação necessária para tomar o lugar de artistas de diferentes nichos, sobretudo da música e das artes visuais.

“Este é o momento para o sonhador, não para quem apenas regurgita as imaginações de ontem — trata-se de uma nova imaginação”, declarou ele. “A IA ainda não é capaz de imaginar, e por isso temos a chance de idealizar coisas novas.” As declarações foram feitas no festival Cannes Lions, durante o evento “Variety Brand Visionaries Happy Hour”.

Will.i.am já atuou como produtor e compositor para artistas como Michael Jackson, Lady Gaga, Britney Spears, U2 e Rihanna. Em 2020, já criticava o uso excessivo de IA na indústria musical e que nunca temeu que os robôs roubassem o protagonismo dos artistas. “Sim, ela vai criar músicas melhores, ou do mesmo tipo, ou, às vezes, músicas uma m***. Assim como eu, às vezes, escrevo músicas uma m**** que acho que são boas”, defendeu ele.

Para Will.i.am, o modelo para essa nova indústria começa pela forma como interagimos com a IA. As pessoas usam a IA de maneira preguiçosa, “porque estamos saindo da era das redes sociais”, disse o rapper. Ele ressalta que a música sempre foi um produto de interação social e com o meio e, por isso, não pode ser substituída por máquinas.

Empresário do ramo da tecnologia, Will.i.am recentemente concluiu seu primeiro semestre lecionando um curso de IA na Arizona State University. Ele também falou à Setoodeh sobre sua ideia de “prova de vida”, que ajudaria a comprovar a autoria humana, restaurar o valor do esforço humano e monetizá-lo para os criadores.

Ele sugeriu a criação de um “novo arquivo para humanos”. Esse arquivo conteria não apenas o trabalho, mas também a história e o significado por trás dele, tornando-se “a publicação que tem seu próprio agente”. Como resultado, os criadores seriam proprietários de todos os dados, distribuição e vendas de seu produto, em vez de se posicionarem apenas no estágio da criação e dos royalties.

O artista conclui refletindo sobre como o verdadeiro vilão não é a IA — e sim o modelo de negócios criado pelos humanos, que recompensa a divisão e gera lucros para empresas privadas, citando as redes sociais, as big techs e as companhias farmacêuticas.

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