Dois homens foram mortos por policiais da Rota na manhã desta quinta-feira (9), na comunidade de Heliópolis, na zona Sul de São Paulo. Um deles, segundo a corporação, é suspeito de participação no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel.
De acordo com a PM, equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque (Rota) receberam uma denúncia de que Marcelo de Jesus Dias, conhecido como “Nego Zum”, estaria escondido na região.
Ele é apontado pela corporação como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e suspeito de pilotar a motocicleta utilizada no atentado contra o tenente Pimentel, ocorrido no fim de junho, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
Ainda segundo a versão da Polícia Militar, durante a tentativa de abordagem, os policiais foram recebidos a tiros e reagiram. Dois homens, que estariam armados, foram baleados. Marcelo morreu após ser socorrido, assim como o segundo homem, que ainda não havia sido identificado até a última atualização.
A PM informou ainda que Marcelo era procurado pela Justiça por roubo e possuía extensa ficha criminal. A ocorrência foi encaminhada ao DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), que dará continuidade às investigações.
Segundo a Polícia Militar, ambos chegaram a ser socorridos ao Pronto-Socorro de Heliópolis, mas não resistiram aos ferimentos.
Atentado contra o tenente da Rota
O ataque ao tenente da Rota aconteceu na manhã de 27 de junho, na avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O policial saía de uma academia quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta.
Segundo a investigação, os criminosos pararam ao lado da vítima e efetuaram os disparos. O tenente foi atingido na cabeça e socorrido em estado grave. Desde então, a Polícia Civil e a Polícia Militar realizam uma força-tarefa para identificar e prender todos os envolvidos no atentado.
Prisão de suspeitos
Até o momento, três suspeitos de participação no atentado foram presos.
Luiz Henrique de Oliveira Nascimento, de 34 anos, foi preso nesta terça-feira (7), na região de Heliópolis, zona Sul de São Paulo. Segundo a polícia, ele não é o responsável pelo tiro contra o agente de segurança.
A prisão do suspeito foi realizada pela própria Polícia Militar na rua Lício de Miranda. Durante a abordagem o homem teria confirmado a participação no crime, relatando que se livrou da moto utilizada pelos autores no atentado contra Pimentel.
Outros dois homens, de 40 e 52 anos, já haviam sido localizados e detidos. Eles teriam dado apoio logístico e de transporte no dia do atentado. Um deles confessou a participação no crime.

