O petróleo fechou em queda na sessão desta quinta-feira (9), devolvendo parte dos ganhos da véspera, com o mercado avaliando os impactos dos ataques entre os Estados Unidos e o Irã e se eles indicam uma retomada da guerra. Ofensivas da Ucrânia na Rússia também ficaram no foco do mercado de petróleo.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto fechou em queda de 1,95% (US$ 1,44), a US$ 72,08 o barril. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 2,20% (US$ 1,72), a US$ 76,30 o barril.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã entrou em contato para fazer um acordo ainda na quarta-feira (8). No entanto, durante a noite, os dois países voltaram a trocar ofensivas.
Para o Macquarie, a renovada tensão entre os dois países não deve durar muito tempo, levando em conta que ambos “estão limitados por realidades econômicas e políticas práticas”: para os EUA, existe o risco da retomada dos preços mais altos com menos alternativas para mitigar o movimento além do risco de o Irã danificar materialmente a infraestrutura petrolífera da região.
Apesar da queda nos preços registrada nesta quinta (8), os riscos permanecem inclinados para cima no curto prazo, diz o Swissquote. Ainda assim, o banco avalia que a pressão de alta imediata pode ser “menos severa” do que o observado nas primeiras semanas da guerra, diante de um “fator surpresa” muito menor do que no início, além da breve retomada no fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz, já abastecendo mercados importantes.
No entanto, caso as tensões persistam por mais de algumas semanas, a situação deve ficar mais grave, ainda de acordo com o Swissquote.
Ainda no cenário geopolítico, a refinaria de Saratov, na Rússia, suspendeu as operações após um ataque de drones ucraniano.
No radar, o Iraque reafirmou o apoio à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), de acordo com a imprensa local.
*Com informações de Dow Jones Newswires
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

