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Análise: Tarifaço completa um ano e Brasil depende menos dos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Análise: Tarifaço completa um ano e Brasil depende menos dos EUA

Nesta quinta-feira (9), completa-se um ano desde que Donald Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as importações brasileiras nos Estados Unidos. A analista de economia Débora Oliveira avaliou o cenário um ano depois do anúncio das tarifas.

Segundo a analista, a situação entre os dois países segue indefinida, mas o impacto sobre a balança comercial brasileira foi menos severo do que se temia no momento do anúncio.

“No primeiro semestre desse ano, comparando com o primeiro semestre do ano passado, a gente teve um aumento de 40% no nosso superávit”, afirmou Débora durante o Live CNN desta quinta-feira. O total do superávit comercial do Brasil nestes seis primeiros meses de 2026 foi de US$ 42,3 bilhões.

A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu de 12,5% para 9,5%, mas esse espaço foi amplamente compensado por outros destinos.

A China foi o principal beneficiário dessa redistribuição: a fatia das exportações brasileiras destinadas ao país asiático cresceu de 25,5% para 29%, praticamente equivalente ao volume perdido com os americanos.

Além da China, o Brasil também expandiu suas exportações para a Índia, o Oriente Médio e países da União Europeia. “As empresas mudaram o endereço dessas exportações”, resumiu Débora.

Setores impactados

Dos 28 grandes setores exportadores que mantinham relações comerciais com os Estados Unidos, três conseguiram ampliar suas exportações para o mercado americano: o setor têxtil, o de borracha e o de derivados de petróleo.

Dos 25 restantes, que perderam espaço, 19 conseguiram compensar as perdas com novos mercados.

No entanto, seis setores enfrentam dificuldades mais profundas: máquinas elétricas, celulose, produtos de couro, produtos florestais, minerais não metálicos e equipamentos de transporte.

“São setores que normalmente têm um valor agregado muito maior. É realmente mais difícil de você conseguir novos clientes”, explicou Débora.

Para esses segmentos, a situação permanece crítica, pois ainda não encontraram alternativas suficientes para compensar a perda do mercado norte-americano.

Lista de exceções

Um fator determinante para amenizar os efeitos do tarifaço foi a obtenção de uma lista de exceções negociada pela diplomacia brasileira em conjunto com o setor privado.

“Isso deu um respiro para que a gente conseguisse buscar novos acordos e novos blocos econômicos, para poder adaptar nossa balança comercial”, destacou Débora.

A analista ressaltou ainda que o próprio setor privado americano tem auxiliado nas negociações, dado que reconhecem a dependência de produtos brasileiros.

“O setor privado americano tem mostrado que a gente precisa manter pelo menos aquela lista de exceções”, afirmou.

Os próximos passos

A situação comercial entre Brasil e Estados Unidos pode ganhar novos contornos em breve. Audiências realizadas nesta semana com o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) fazem parte de investigações comerciais em andamento contra o Brasil.

O prazo final para uma definição é 15 de julho de 2026. Débora Oliveira destacou a sinalização feita por Jamieson Greer, o chefe do USTR, na manhã desta quinta.

“A qualquer momento pode sair essa definição a partir do governo americano”, concluiu a analista.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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