O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz “praticamente parou” em meio aos novos ataques de Estados Unidos e Irã, segundo Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da empresa de pesquisa Rystad Energy.
“O tráfego até agora hoje parece estar completamente paralisado”, escreveu Leon em um comunicado nesta quarta-feira (8).
O movimento “praticamente parou, o que diz mais sobre a percepção de risco neste momento do que qualquer declaração de Washington ou Teerã”, acrescentou ele.
Até o momento, apenas quatro navios-tanque transitaram pelo estreito, segundo dados da Kpler.
Desde que os EUA e o Irã concordaram com um cessar-fogo de 60 dias, em 17 de junho, a média diária tem sido de cerca de 32 navios-tanque, disse à CNN Naveen Das, analista sênior de petróleo da Kpler.
Esse número é quase o triplo da média diária registrada entre o início do conflito, em fevereiro, e o acordo de 17 de junho — embora ainda bem abaixo dos níveis anteriores à guerra.
A liberação do estreito era uma condição fundamental para os EUA, dada a sua importância para o mercado global de energia. Antes da guerra, cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito passava por esse canal.
Os preços globais do petróleo subiram acentuadamente nesta quarta, à medida que a perspectiva de reabertura de Ormuz fica cada vez mais incerta.
O Brent, referência global de petróleo, e o West Texas Intermediate, referência dos EUA, registraram alta de cerca de 5% pela manhã.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

