A Justiça manteve a prisão do ex-prefeito da cidade de Belford Roxo, Márcio Canella (União Basil), nesta quarta-feira (8), durante audiência de custódia. Canella foi preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro após os agentes encontrar um fuzil calibre .556, de uso restrito, dentro de um dos carros dele.
A Justiça também converteu a prisão em flagrante de Márcio Canella em prisão preventiva. Ele ficará preso no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste da cidade.
Segundo investigação da Polícia Federal, o deputado estadual mais votado do Rio nas eleições de 2022, é o braço político de uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro através de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Estado, que movimentou R$ 7,6 bilhões, em sei anos, conforme Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), enviado à PF.
O delegado e ex-chefe de Polícia Civil do Rio, Marcus Amim, também faz parte dessa organização criminosa, segundo a PF.
Canella e Amim foram alvos de mandados de busca e apreensão terça-feira (7), na 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga o envolvimento de políticos com o crime organizado. Márcio Canella acabou sendo preso depois que a Polícia Federal encontrou um fuzil dentro de um dos carros do ex-prefeito de Belford Roxo.
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e os agentes da Polícia Federal tinham como objetivo cumprir com 19 mandados de busca e apreensão. Eles foram em empresas e casas ligadas aos alvos da operação, nas cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.
No total, a Polícia Federal apreendeu durante:
- cerca de R$ 919 mil e US$ 13 mil, em espécie;
- um fuzil de calibre restrito;
- nove armas curtas (revólveres e pistolas);
- sete computadores;
- 23 aparelhos celulares;
- 11 veículos de luxo;
- joias e relógios de luxo;
- documentos diversos.
Além do ex-prefeito de Belford Roxo, um policial militar também foi preso. Segundo a PF, ele estava com uma pistola na residência de um dos investigados, em Camboinhas (Niterói/RJ).
A CNN Brasil tentou contato com a defesa do policial militar mas até o fechamento dessa reportagem ela preferiu não se pronunciar. Também tentamos localizar a defesa de Márcio Canella, o espaço segue aberto para um posicionamento.

