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Governistas veem embate de líder com Alcolumbre prejudicar avanço da 6×1

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Governistas veem embate de líder com Alcolumbre prejudicar avanço da 6×1

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), encabeça uma última ofensiva da gestão federal pela aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 antes do recesso parlamentar – enquanto o Palácio do Planalto já vê poucas chances de o texto avançar até 18 de julho.

Teresa Leitão mobiliza pares em uma nova tentativa de convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a enviar a PEC para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, segundo relatos à CNN.

Articulação a parte, governistas admitem que acontecimentos do início da semana afastaram as chances de a pauta avançar. Se a chance de aprovação já era tratada como remota, parlamentares da base esperavam ao menos que Alcolumbre pudesse enviar o texto à CCJ antes do recesso.

Senadores que conversaram com Alcolumbre nesta semana disseram que o presidente do Senado segue sem dar qualquer sinal de que dará andamento à pauta.

Estes parlamentares veem a manutenção das sessões semipresenciais como uma demonstração de que a PEC não avançará por ora.

Teresa contava com a presença do presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), em Brasília para a articulação derradeira. O senador, em meio à falta de sinais de Alcolumbre e às sessões semipresenciais, decidiu permanecer na Bahia.

Governistas mais próximos à articulação da pauta também lamentaram o embate entre Davi Alcolumbre e o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai. A avaliação é de que o presidente do Senado não vem se dobrando às pressões sobre a pauta e que a estratégia ideal é a conciliação.

Alcolumbre chegou a dizer publicamente na terça-feira (7) que não irá tolerar “ameaça e intimidação” ao rebater Uczai (SC). O deputado petista cobrou o avanço da pauta e afirmou que o senador se tornaria um “inimigo” caso não houvesse avanço do texto.

Lula não topa encontro

O entorno de Alcolumbre vinha sinalizando que uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria necessária para destravar pautas de interesse do governo.

O Palácio do Planalto segue sem dar qualquer indicação de que o encontro pode acontecer, enquanto as relações seguem desgastadas.

Sem o aval de Lula para um encontro, a decisão da articulação política do governo foi de concentrar as apostas no canal entre Alcolumbre e Teresa – quem encabeça a última ofensiva da gestão federal.

Nos bastidores, auxiliares do presidente também trabalham com a possibilidade de transformar o tema em um dos principais discursos da campanha eleitoral, caso a PEC não seja votada a tempo.

A ideia é que o governo cumpriu seu papel ao encaminhar a proposta, garantindo avanço na Câmara dos Deputados, mas encontrou resistência para concluir a votação no Senado.

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