Perto do final de cada Cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), os 32 países-membros emitem uma declaração conjunta que frequentemente inclui muitas políticas e investimentos em defesa já anunciados ao longo das reuniões.
No entanto, a declaração da cúpula sempre oferece uma visão sobre o que os chefes de Estado e de governo da Otan desejam enfatizar mais e em que todos concordam.
Veja os pontos principais da declaração da cúpula deste ano, realizada em Ancara, na Turquia:
Compromisso “inabalável” com a defesa coletiva:
Os membros da aliança defensiva reiteraram seu compromisso com o Artigo 5 do tratado da Otan, que defende que um ataque a um aliado seja tratado como um ataque a todos da organização.
Aumento dos investimentos pela Europa:
Segundo a declaração, os países-membros europeus e o Canadá aumentaram seus investimentos em defesa em mais de US$ 139 bilhões (equivalente a cerca de R$ 720 bilhões) para 2025. O presidente dos EUA, Donald Trump, ainda assim fez críticas contundentes sobre a questão dos gastos com defesa durante a cúpula, afirmando que os EUA pagam de forma “desproporcional” aos outros aliados.
Compromisso “firme” com a Ucrânia
Grande parte do documento concentrou-se em combater ameaças da Rússia e manter um forte apoio à Ucrânia. O texto destacou que os aliados europeus e o Canadá “agora financiam a vasta maioria da assistência de segurança à Ucrânia por meio de mecanismos bilaterais e multilaterais”. Também afirmou que os países-membros concordam que o apoio “deve ser equitativo, previsível e sustentável a longo prazo”.
Sobre o Irã:
A declaração também afirmou que “os aliados reiteram que o Irã nunca deve possuir uma arma nuclear e pedem ao Irã que respeite plenamente a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”. Isso ocorre em um momento em que o Irã e os EUA trocaram ataques durante a noite na região. Trump ameaçou realizar mais investidas na noite desta quarta-feira (8).
Capacidade de produção de defesa:
O documento acrescentou que os países-membros anunciaram “mais de US$ 50 bilhões em novas aquisições e se comprometeram a expandir a capacidade de produção coletiva e a trabalhar com a indústria para acelerar a inovação”.

