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Trump promove ampla remodelação da Casa Branca e de Washington

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Trump promove ampla remodelação da Casa Branca e de Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está promovendo uma ampla remodelação da Casa Branca e de Washington. Os projetos incluem a construção de um novo salão de festas na residência oficial, a reforma de espaços históricos, mudanças no Centro Kennedy e a proposta de erguer um arco monumental, iniciativas que têm gerado críticas e disputas judiciais.

Entre as principais intervenções está a reforma do espelho d’água em frente ao Memorial Lincoln, próximo ao local onde Martin Luther King Jr. fez o discurso “I Have a Dream”, em 1963. Trump anunciou o projeto em abril, e a obra, orçada em mais de US$ 16 milhões, foi executada por empreiteiras escolhidas sem processo de licitação competitivo.

O presidente declarou a reforma concluída em 6 de junho, mas, pouco depois, foram registrados problemas como descascamento da pintura e proliferação de algas, que deixaram a água esverdeada. Trump e integrantes do governo atribuíram os danos a atos de vandalismo, sem apresentar provas, e ameaçaram prender pessoas flagradas interferindo no local.

Outra iniciativa é a construção de um salão de festas de cerca de 8.360 metros quadrados na Casa Branca. Segundo Trump, será “o maior de seu tipo já construído”, com capacidade para mil convidados.

Inicialmente, o presidente afirmou que a obra, estimada em US$ 400 milhões, seria financiada por ele e por doadores privados. Posteriormente, o governo solicitou ao Congresso US$ 1 bilhão para custear recursos de segurança destinados ao edifício. Os recursos não foram aprovados, mas a construção continua e deverá ser concluída antes do fim do mandato presidencial.

O projeto enfrenta forte oposição. Críticos afirmam que Trump extrapolou sua autoridade ao demolir a histórica Ala Leste da Casa Branca, onde funcionavam os escritórios da primeira-dama e o cinema da residência oficial. Uma ação para interromper a obra tramita na Justiça federal.

As mudanças também atingiram o Centro John F. Kennedy para as Artes Cênicas. O conselho nomeado por Trump aprovou, no ano passado, a alteração do nome da instituição para Trump Kennedy Center. Após a mudança de controle, o espaço registrou cancelamentos de espetáculos e queda na venda de ingressos.

Em fevereiro, Trump anunciou que o centro permaneceria fechado por dois anos, a partir de 4 de julho, para uma ampla reforma. Em maio, porém, um juiz determinou a retirada do nome de Trump da instituição e suspendeu os planos de remodelação. Posteriormente, o presidente afirmou que pretende transferir o controle do centro ao Congresso, embora não tenha explicado como faria isso.

Dentro da Casa Branca, Trump reformulou o Salão Oval após retornar ao cargo, em janeiro de 2025. O ambiente recebeu detalhes dourados, estatuetas, retratos de personalidades norte-americanas retirados do acervo da residência oficial e uma cópia da Declaração de Independência. Bustos de Abraham Lincoln e Benjamin Franklin também foram posicionados próximos à mesa presidencial.

Nos jardins da Casa Branca, o gramado do Rose Garden foi substituído por um pátio de pedras claras com mesas cobertas por guarda-sóis, em um estilo semelhante ao do clube Mar-a-Lago, de Trump, na Flórida. Segundo o presidente, a mudança foi necessária porque sapatos de salto alto afundavam na grama.

O jardim também recebeu estátuas de Alexander Hamilton, Benjamin Franklin e a escultura “Freedom’s Charge”, que retrata dois soldados da Guerra da Independência. Além disso, a tradicional calçada de pedras do entorno da Ala Oeste foi substituída por uma superfície de granito preto.

Ao longo da colunata, Trump instalou retratos dos 47 presidentes dos Estados Unidos, acompanhados de placas com sua avaliação sobre cada um deles. A imagem do ex-presidente Joe Biden foi substituída pela de uma caneta automática usada para assinatura de documentos.

Outra proposta prevê a construção do chamado Arco da Independência, do outro lado do rio Potomac, em frente ao Memorial Lincoln. Inspirado no Arco do Triunfo, de Paris, o monumento teria cerca de 76 metros de altura, superando a altura do Memorial Lincoln e aproximando-se da do Capitólio dos Estados Unidos. Ainda não há definição sobre sua execução, já que a estrutura poderá interferir na rota de aproximação de aeronaves ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan.

Trump também pretende criar o Jardim Nacional dos Heróis Americanos, projeto defendido desde seu primeiro mandato. O Congresso destinou US$ 40 milhões para a iniciativa, que marcará os 250 anos da independência dos Estados Unidos com estátuas de líderes políticos, militares, religiosos, defensores dos direitos civis, atletas, artistas e outras personalidades. A inauguração, inicialmente prevista para 4 de julho, foi adiada após ações judiciais movidas por grupos de preservação histórica.

Outra proposta envolve a modernização do campo público de golfe East Potomac Golf Links, em Washington. Trump pretende iniciar as obras em 1º de setembro para transformar o complexo em um local apto a receber grandes torneios. O projeto também enfrenta questionamentos na Justiça por supostas violações da legislação.

*Reportagem de Steve Holland, com informações adicionais de Trevor Hunnicutt. Edição de Colleen Jenkins, Rod Nickel, Cynthia Osterman e Edmund Klamann

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