A Polícia Federal faz uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro com bets ilegais que teria envolvido quase 90 empresas de diversas regiões do Brasil.
Na manhã desta segunda-feira (6), são cumpridos nove mandados de busca e apreensão contra investigados na Operação “Véu de Maia”. As ordens são executadas nas cidades de Goiânia (GO), São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP), Porto Alegre (RS) e Canoas (RS).
Segundo a PF, as investigações começaram a partir de informações fornecidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Os dados apontaram a utilização de 87 empresas suspeitas de atuar como “laranjas” para movimentação de recursos de operadores irregulares de apostas.
Os agentes também apuram a possível remessa irregular de valores ao exterior por meio de criptomoedas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa e outros delitos eventualmente identificados no curso da investigação. A operação é coordenada pela Superintendência da Polícia Federal em Goiânia.
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25,2 milhões de brasileiros apostam em bets ilegais
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, 25,2 milhões de brasileiros apostam em casas de apostas ilegais. A afirmação foi feita em uma agenda no último dia 19 de junho.
Segundo cálculos do governo, as perdas econômicas com apostas somam R$ 38,8 bilhões por ano, sendo 80% em danos à saúde.
“Temos números que ilustram essa dimensão. Estamos falando de que as bets ilegais algo entre 41% e 50% das plataformas”, destacou o Wellington Lima. O ministro afirmou também que a SPA (Secretária de Prêmios Apostas) já bloqueou mais de 40 mil domínios de casas de apostas que não operam segundo a lei brasileira.
Segundo estimativas do governo federal, um a cada quatro brasileiros aposta diariamente e metade da população aposta pelo menos uma vez por semana.
Os dados apontam que os apostadores são jovens de baixa renda. Segundo o levantamento do ministério, 69% das pessoas que apostam em bets têm entre 19 e 29 anos, e 63% do público desses sites tem renda familiar de até dois salários mínimos.
(Com informações de Arthur Bambini, da CNN Brasil)

