Os economistas ouvidos BC (Banco Central) reduziram, nesta segunda-feira (6) a projeção para a inflação brasileira em 2026 pela primeira semana desde fevereiro.
De acordo com o Boletim Focus, a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para o ano que vem passou de 5,33% para 5,30%. Para os próximos dois anos as estimativas aumentaram. Em 2027, a expectativa ficou em 4,18% e se manteve estável para 2028, em 3,70%.
Na última quarta-feira (1º), secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, afirmou que a instituição deveria revisar a projeção oficial pra inflação em 2026 por um efeito de alta ocasionado pelo fenômeno climático El Ninõ além de outros fatores.
Segundo Freire, a nova previsão irá superar o teto da meta, de até 4,5%, mas deve ficar abaixo da apontado pelo mercado na última semana, de 5,33%.
Apesar do aumento na inflação, o boletim manteve a expectativa para a taxa básica de juros neste ano, em 14%. Além disso, o índice também se manteve em linha com a divulgação anterior para os dois anos seguintes, em 12% e 10,50%, respectivamente.
Seguindo o mesmo comportamento, as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) também continuaram inalteradas em relação à última semana.
A instituição manteve o crescimento brasileiro em 1,99% em 2026, mas aumento a estimativa em 2027 para 1,69%. Para 2028, o PIB seguiu em 2%.
O câmbio também ficou no mesmo cenário de estabilidade, mantendo a estimativa em R$ 5,20 até o final deste ano. Em relação a 2027 e 2026, as projeções também seguiram os resultados anteriores em R$ 5,28 e R$ 5,35, nesta ordem.
*Com informações da Reuters.

